Oito Mulheres e Um Segredo

Na quinta-feira (07), chega aos cinemas Oito Mulheres e Um Segredo, o novo filme da Warner Bros. Picutures. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Oito Mulheres e Um Segredo

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Mas afinal, o filme é bom?

A premissa de Oito Mulheres e Um Segredo não traz nenhuma novidade para as telas que não seja substituir os homens pelas mulheres. Parece besteira dizer isso, mas destaquei essa parte para reforçar o restante dos pontos que estão por vir. Uma vez que não vemos nada de novo, o filme automaticamente se torna a repetição de uma fórmula de sucesso, com uma nova roupagem. Em linhas gerais, o longa vai agradar e muito o público feminino. Oito Mulheres chega aos cinemas no momento certo, pois estamos no auge, ou senão muito próximo, do empoderamento feminino.

Onze Homens apresentou ao público todos os elementos, fórmulas e dinâmicas que você verá em Oito Mulheres e Um Segredo. Com um elenco repleto de estrelas, a decisão de reduzir o número de atrizes em relação aos filmes anteriores foi um grande acerto, uma vez que com a redução tanto o roteiro quanto o diretor conseguem trabalhar melhor as personagens em tela.

Sandra Bullock capitaneia com maestria a equipe. A atriz vai muito bem ao apresentar, conduzir e executar o plano. Ela realmente consegue nos convencer de que é uma ladra astuta. Seu carisma marcou presença e se destacou na medida certa. Vale ressaltar que ela tem uma excelente química e fluidez com Cate Blanchett.

Aproveitando o gancho, Blanchett foi muito bem trabalhada em tela. De todos os nomes, talvez ela seja a mais talentosa e marcante do elenco, e dou crédito ao diretor Gary Ross que soube conduzir as atrizes, de maneira que nenhuma delas ofusque a outra. Cate é gigante no que diz respeito à emoções e atuação, em Oito Mulheres e Um Segredo nos deparamos com uma versão imponente, mas ainda assim, mais leve da atriz. Gostei muito de sua participação no filme.

Sou fã de Anne Hathaway. Em Oito Mulheres e Um Segredo a atriz conseguiu trabalhar muito bem os dois lados de sua personagem. Num primeiro momentos nos deparamos com uma mulher inocente, avoada e fútil. Contudo, o longa desenvolve a personagem de tal maneira que ao final ficamos surpresos ao perceber que ela é muito mais do que foi mostrado no início do filme. Me surpreendi e gostei!

De forma breve, destaco o trabalho de Rihanna no filme. Muitos se perguntavam e até mesmo se preocupavam como seria a sua participação em Oito Mulheres e Um Segredo, e mesmo sem experiência e atuando ao lado de grandes nomes do cinema, ela não deixou a desejar. A cantora participou de forma ativa em todo o desenvolvimento da trama e do plano e ao final, sua entrega foi satisfatória. Se você estava receoso, fique tranquilo deu tudo certo.

Não vou me aprofundar nas demais atrizes do elenco, por achar que nenhuma delas teve grande destaque ou expressividade no filme. De forma sucinta, Helena Bonham nos mostrou sua velha e conhecida faceta cômica, Sarah Paulson foi bem, mas não brilhou, Mindy Kaling cumpriu seu papel e por fim, Awkwafina participou muito pouco da trama.

Falando em participação, Richard Armitage passou bem discretamente pelo filme. Seu personagem foi concebido com um único propósito, dessa forma, não podemos nem avaliar com consistência a sua entrega.

Visualmente bonito, cheio de estilo, elegância e beleza, Oito Mulheres e Um Segredo é um bom filme, mas nada além disso. O longa não inova e cai na velha tática de rejuvenescer e repetir uma fórmula de sucesso. Vale a pena assistir? Vale sim, você irá se divertir, mas não espere grande coisa, ok?