No dia 21 de junho, chega aos cinemas Jurassic World – Reino Ameaçado, segundo filme da nova trilogia dos dinossauros. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Reviver a franquia Jurassic Park foi um acerto da Universal Pictures, o estúdio apostou no amor que o público tem pelos dinossauros e trouxe de volta às telonas uma nova trilogia cheia de nostalgia e novos e interessantes elementos. O primeiro Jurassic World nos levou de volta a 1993, já Reino Ameaçado, deixa as homenagens de lado e desenvolve outro lado da história, a humanidade envolvendo os animais pré-históricos.

É muito interessante o debate que é levado para as telas. Em Jurassic World – Reino Ameaçado, as questões morais envolvendo a criação de dinossauros em laboratório são colocadas em pauta. Em Jurassic Park nos encantamos ao ver esses animais voltando à vida, contudo, quem somos nós para brincar de Deus? Até que ponto vai o limite da ciência versus o curso natural da história do nosso planeta? Pontos como esses são trazidos para refletirmos sobre o poder que temos nas mãos e como devemos ou não utilizá-lo.

Tendo em vista a discussão apresentada acima, é claro dizer que Jurassic World – Reino Ameaçado é um filme muito mais dramático e emocional que o anterior. Em vários momentos deixamos a fascinação por esses animais e nos deparamos com cenas completamente emotivas e sensíveis. Trazer de volta à vida aquilo que está morto não é correto, mas ao mesmo tempo, é justo deixar morrer de novo? Qual o limite do egocentrismo e complexo de Deus dos homens?

É impressionante como Chris Pratt consegue trabalhar seu lado cômico e dramático muito bem. O ator traz a seriedade e a bravura que o herói precisa, mas sem perder a leveza e o bom humor. Owen retorna para Jurassic World – Reino Ameaçado e estreita suas relações tanto com os animais, Blue em especial, quanto com Claire (Bryce Dallas Howard). A química do personagem com as duas é incrível. Com a raptor, ele consegue extrair a humanidade do animal, é lindo e sensível. Já com Claire, Owen amadurece a relação sem perder a dinâmica descontraída e divertida dos dois. Adorei a participação de Pratt no filme.

Mesmo Chris Pratt indo muito bem, Bryce Dallas Howard rouba a cena com sua sensibilidade, humanidade e emoção, em vários momentos a atriz carrega o peso do assunto debatido e puxa para si as questões levantadas acima. Claire tem o papel de defender esses animais e leva esse dilema consigo até o final da trama. Um contraponto interessante é a opinião entre ela e Owen sobre o tema em questão. Mesmo discordando, a relação entre eles os conecta e a faz lutar em conjunto pela causa. Traduzindo em miúdos, que casalzão!

Com relação aos efeitos, Jurassic World – Reino Ameaçado encanta e dá um show. O longa é a evolução tecnológica para as telas, sem perder a essência dos animatronics criados por Steven Spielberg em 1993. Ainda fico completamente impactado quando os dinossauros estão em tela. Lembra a sensação de ver o primeiro dinossauro em Jurassic Park? Os anos passaram, mas isso não mudou. Ressalto a beleza da T-Rex e de Blue, as duas são incríveis, fora o espécime aquático que é assustador.

Mesmo cheio de pontos positivos e tendo uma entrega eficiente, Jurassic World – Reino Ameaçado perde na repetição da fórmula ao trazer para as telas um novo híbrido, ainda mais feroz, violento, inteligente e todo o blá blá blá de sempre. No final, os originais são sempre melhores do que as novidades. Esse ponto é tão claro e previsível que não o considero um spoiler, ok? Outro ponto negativo é o fato da trilha sonora ser inferior às anteriores. Entendi que a produção quis tirar o tom de homenagem e fanservice de sua entrega, mas, algumas coisas não precisam mudar.

Mais sombrio, emocional e cheio de suspense, Jurassic World – Reino Ameaçado dá um passo de evolução em sua narrativa e prepara muito bem o terreno para o próximo filme que estreia em 2020. O longa discute questões importantes, repete o carisma e qualidade de seu elenco e faz nos reencontrarmos com Blue, a T-Rex e o fantástico mundo dos dinossauros. É incrível, recomendo que você assista!

Importante, o filme tem uma cena pós-créditos, portanto, fique até o final da sessão. E para quem está se perguntando, a Claire não usa saltos dessa vez.