1ª temporada de Siren

Chegou ao fim a 1ª temporada de Siren, a nova série do canal americano Freeform. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 1ª temporada de Siren foi boa?

Quando a Freeform anunciou Siren confesso ter ficado empolgado. Já vimos vampiros, lobisomens, bruxas e quase todo tipo de criatura mitológica na TV, só faltavam mesmo as sereias. A ideia era boa, as artes divulgadas também e tinha tudo para ser uma farofa gostosa de assistir. Porém, não foi bem isso o que aconteceu.

Siren tem um elenco pouco ou nada conhecido, o que já não é apelativo para o público. Até ai ok, damos chance para os atores sem muita popularidade e segue o jogo. Contudo, além de não terem muita fama, os membros do elenco também são pouco carismáticos, o que dificulta o apego com a série.

Alex Roe vive Ben, um protagonista apático, sem sal e sem graça. Você passa a primeira temporada inteira esperando o personagem engrenar, mas tudo fica muito morno e não toma corpo de uma vez. Sua relação com Ryn (Eline Powell) tem potencial para grandes viradas, mas o roteiro deixa para explorar esse ponto nos dois últimos episódios. O namoro com Maddie (Fola Evans-Akingbola) é sem química e tem uma reviravolta muito estranha também ao final da temporada.

Falando um pouco de Eline Powell, achei interessante a questão de ambientação da sereia no meio dos homens. Aprender a língua, costumes e significados, humanizou e nos aproximou da personagem e sua jornada.

Quero destacar como os arcos secundários são ruins. Meu Deus do céu, Xander (Ian Verdun), Chris (Chad Rook) e Calvin (Curtis Lum), são personagens completamente descartáveis e inúteis na trama. Ok, eles cruzam com as sereias e têm todo um drama envolvido, mas, que bando de personagem sem carisma, sem graça, chato e que não precisava estar ali. Detestei os pescadores e acredito que os atores são os culpados por isso. Escalaram mal, muito mal.

As sereias são interessantes e tem potencial para trazer ao espectador toda uma nova cultura e costumes, mas, o roteiro pouco explora esse lado das personagens. A história em si se passa mais tempo em terra do que no mar, o que nos distancia das criaturas em seu habitat natural, fazendo-as ficar muito próximas aos homens.

Em termos de efeitos visuais, a 1ª temporada de Siren não vai mal. Sem uma grande verba para fazer algo à nível cinematográfico, a série aposta em takes aquáticos no escuro, trabalhando a maquiagem e a iluminação para suprir suas deficiências técnicas. A saída foi boa e minimamente aceitável. Porém, se a produção resolver explorar o lar das sereias, dai muita coisa precisa melhorar.

De modo geral, a 1ª temporada de Siren não decola e acaba entregando uma história bem mais ou menos. A farofa que podia ser gostosa acaba se tornando tediosa e esquecível. Culpa do elenco, da direção e do roteiro. Enfim, não gostei e espero que melhore. A segunda temporada já está confirmada, agora só nos resta torcer para que as coisas evoluam.