1ª temporada de Krypton

Chegou ao fim a 1ª temporada de Krypton, a série que conta a história do avô do Superman. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 1ª temporada de Krypton foi boa?

Seguindo a linha de Gotham que acompanha a juventude de Bruce Wayne antes do Batman, Krypton trará o avô de Clark Kent em um planeta caótico, 200 anos antes de O Homem de Aço.

É muito legal ver uma série que foge do comum e resolve explorar e desenvolver o passado do Superman. Quando foi anunciada, achei a premissa de Krypton muito interessante, mas ao mesmo tempo, me preocupa o fato da série querer estabelecer todo o universo do Homem de Aço sem a presença do mesmo.

1ª temporada de Krypton apresenta um passado interessante para o planeta que no futuro conhece a destruição. Antes de mesmo de estar prestes a explodir, nos deparamos com uma sociedade rachada e frágil, por conta de um governante fraco e que traz a fé acima de tudo. É bacana ver toda essa questão política sendo desenvolvida e como as reviravoltas aproximam a série da história que conhecemos.

O roteiro de Krypton não economizou nas referências, e fez questão de deixar os fãs do Superman bem a vontade. Tudo que está em tela é novo, mas ao mesmo tempo é familiar aos olhos do público. Desde Rao até Braniac, os elementos e figuras que conhecemos estão lá, só falta Clark. Gostei da história da 1ª temporada de Krypton. Tudo ficou bem amarrado e os personagens tiveram espaço para desenvolver as suas intenções, personalidades e objetivos.

Cameron Cuffe protagoniza, mas não consegue repetir o carisma e imponência do Superman e isso não é nem por falta de poderes, mas sim por conta da sua entrega mesmo. Seu personagem, Seg-El, tem potencial, protagoniza bons momentos, mas é ofuscado pelos coadjuvantes que têm muito mais presença em tela.

Falando em destaque, a atriz Wallis Day tem muito mais presença em tela do que o protagonista. Nyssa-Vex é astuta, ardilosa e maquiavélica, fazendo que a sua dualidade seja seu ponto mais interessante. Ela sempre joga a seu favor, tornando suas atitudes imprevisíveis e intrigantes. Gostei muito da personagem e da forma como as coisas se desenrolaram. Ela tem potencial para ganhar mais espaço no segundo ano da série.

Toda a família Zod foi muito bem na 1ª temporada de Krypton. A série conseguiu desenvolver a mitologia que essa casa carrega consigo e explorou as principais características do que é ser um Zod. O roteiro tomou uma liberdade poética interessante  que dá margem para um bom conflito no segundo ano. As atrizes Georgina Campbell (Lyta Zod) e Ann Ogbomo (Alura Zod) foram muito bem em tela e nos proporcionaram momentos tensos, emocionantes e repletos de ação.

Colin Salmon fez jus ao seu personagem. Não entrarei em detalhes para não estragar a sua experiência, mas tudo o que você conhece e sabe sobre ele, está em tela. O ator protagonizou momentos que farão os fãs do Superman vibrarem.

Em termos de vilões, a 1ª temporada de Krypton foi muito bem. Brainiac foi bem interpretado, mas não desenvolveu 100% do seu potencial, até porque, se isso acontecesse nenhum personagem seria capaz de detê-lo. Doomsday fez uma participação interessante, servindo como elemento para o desenvolvimento de uma mitologia e dando indícios do que vem por ai. Quero destacar a fidelidade do visual dos dois personagens. A equipe de maquiagem e computação gráfica da série está de parabéns.

Krypton é uma grata surpresa para os fãs de séries de super-heróis. Produzida pelo canal SyFy, a série se diferencia das demais produções da DC Comics que estão no ar e nos entrega um material rico em referências, com um roteiro consistente, personagens interessantes e carismáticos e muito bem produzido.

Cheia de potencial a ser explorado, a série já foi renovada e promete grandes novidades no segundo ano. Os fãs do Superman que estão carentes desde o fim de Smallville, vão se sentir acolhidos, mas lembrando, a série narra o passado e os eventos que antecedem o Homem de Aço, portanto, não custa torcer, mas não esperem ver Clark em tela.