Maratona The Flash

Chegou ao fim a 4ª temporada de The Flash, encerrando a batalha entre o Velocista Escarlate e o Pensador, Devoe. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 4ª temporada de The Flash foi boa?

Houve uma época em que The Flash havia superado Arrow e se tornado a melhor série de super-herói do canal americano The CW, mas o excessivo número de vilões velocistas e a constante repetição da fórmula fez com que a produção perdesse qualidade e começasse a receber as críticas dos fãs.

4ª temporada de The Flash tentou inovar e se reinventar. Nos deparamos com um vilão que tem com principal arma a inteligência. A premissa é interessante, não é mesmo? Como derrotar alguém que os pensamentos e tempo de resposta são mais rápidos que o próprio Barry? Por mais que o nosso herói tivesse os poderes para derrotar o seu antagonista numa luta corpo a corpo, Devoe tinha a visão e a inteligência para prever todos os movimentos e contra-ataques da equipe, o que anulava qualquer tipo de ofensiva.

O plano era bom, contudo, a falta de carisma do vilão e o grande número de episódios arrastados fez a qualidade da 4ª temporada de The Flash cair. Sabe quando você está assistindo uma coisa por assistir? Foi isso o que aconteceu com o quarto ano. A cruzada pelo iluminismo levou mais tempo do que deveria, e deixou a trama morna e desinteressante.

Alguns personagens foram apagados na 4ª temporada de The Flash. Joe West, por exemplo, perdeu completamente a função dentro da trama. Hoje o papel do policial se resume a ser pai de sua bebê recém-nascida. Entendo que a entrada de Cecile serviu para dar amor na vida do paizão, mas, na boa, precisava? Joe tinha momentos tão bons. Ele trazia serenidade e maturidade para a equipe, e ver seus discursos motivacionais e cheios de amor e paixão eram encantadores. Hoje o personagem não tem propósito e isso me preocupa pensando no futuro.

Harrison Wells também já teve dias melhores. Acho incrível as mil e uma facetas de Tom Cavanagh. O ator consegue se reinventar e apresentar uma versão diferente do brilhante cientista a cada temporada. É incrível. Contudo, o quarto ano não foi dos melhores para ele. Harry cumpriu seu papel como o gênio da equipe, e deixou um gancho interessante ao final da temporada. Confesso estar curioso para ver a versão equilibrada que vem ai no quinto ano.

A 4ª temporada serviu muito para o desenvolvimento do casal Barry e Iris. Finalmente vimos o casamento dos dois no sensacional crossover quádruplo. Posterior a isso fomos apresentados à dinâmica dos recém-casados e o conceito de: Somos o Flash. Cá entre nós, que porcaria. Barry é o Flash, enquanto Iris assumiu esse papel de líder da equipe só pra ter uma função. Não entendo a necessidade de o roteiro enfiar todo personagem no time Flash. A menina era jornalista, estava começando uma carreira e agora ela fica enfurnada lá no Star Labs dando ordem para dois cientistas (Cisco e Harry), uma doutora (Caitlin) e o homem mais rápido do mundo (Barry). Alguém me diz, pra que? Gosto deles como casal, acho que os dois tem uma química boa, mas esse papo de “Somos o Flash” é demais pra mim.

A 4ª temporada de The Flash incorporou um novo integrante ao time, Ralph Dibny, interpretado por Hartley Sawyer. Ralph, o Homem-Elástico, foi evoluindo como ser humano e também como herói ao longo da temporada. Os discursos motivacionais de Barry foram essenciais para esse crescimento e a troca de experiências e conselhos entre os dois serviu muito para que ambos pudessem enxergar as coisas de diferentes perspectivas e se tornarem pessoas melhores.

Cisco se manteve com toda a sua graça e genialidade, porém nesta temporada o personagem precisou lidar com as emoções e os altos e baixos. Seu relacionamento com a Cigana e com Wells foram as coisas mais relevantes para o personagem no quarto ano. Esse contexto de amor e amizade serviu para evidenciar ainda mais a lealdade e cuidados que ele tem para com o próximo.

De todos os personagens do time, Caitlin foi a que mais cresceu e se desenvolveu na 4ª temporada de The Flash. A moça saiu das sombras e trouxe um dualismo interessante entre ela e a Nevasca. A relação, o lado bom e ruim, o autocontrole, tudo isso foi gostoso de ver. Danielle Panabaker mandou muito bem, espero que ela continue ganhando espaço no quinto ano.

Concluindo, Grant Gustin continua sendo um excelente Flash/Barry Allen e está cada vez mais maduro, firme, experiente e pronto. Ainda acho um desperdício não aproveitarem o ator no cinema, mas isso é assunto para outro dia. De modo geral, a 4ª temporada de The Flash foi morna, com episódios esquecíveis e poucos momentos marcantes. Que isso sirva de ponto de atenção para os produtores repensarem a forma da entrega. Quem sabe se ao invés de 23, as séries da The CW tivessem 15 episódios, a história não seria mais bem construída e desenvolvida sem tantas barrigadas.

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