No dia 24 de maio, chega aos cinemas Han Solo: Uma História Star Wars. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

O longa contará as aventuras de Han Solo e Chewbacca antes de se juntarem à Rebelião, além de nos mostrar os primeiros encontros com Lando Calrissian.

Não, o filme não é bom! Faz todo sentido e é completamente lógico entender o fato da Disney querer usufruir ao máximo o produto que ela comprou e pagou tão caro. Estamos falando de uma empresa que busca lucrar com suas marcas e produtos, mas convenhamos, precisávamos de um filme do Han Solo? Alguém queria mesmo saber a origem desse personagem? Respondam essa pergunta para si mesmos.

Substituir Harrison Ford não seria uma tarefa nada fácil. O ator tem uma legião de fãs e seu personagem é um dos, se não o mais carismático da trilogia antiga. Han Solo tem charme, presença, carisma e várias outras características marcantes que infelizmente não encontramos em Alden Ehrenreich. Ele até tentou fazer o tipo cafajeste, mas ao final, sua atuação canastrona não convenceu e tampouco encantou. Mas convenhamos, isso não é uma surpresa para ninguém, certo? Desde o início da divulgação já víamos que esse filme seria uma tragédia anunciada. Uma pena!

Sou fã da Emilia Clarke e acredito que o que falta de talento para ela em alguns momentos, é compensado pelo carisma da atriz. Contudo, Qi’ra não chega aos pés de outras personagens femininas que representam a força e o poder da mulher nos cinemas. O desenvolvimento da personagem é raso e não nos dá a base para aceitar a reviravolta do final. Torcia muito para que ela pelo menos se destacasse, já que eu não acreditava no protagonista, mas, expectativas não atingidas.

Woody Harrelson é o melhor nome do elenco. O ator tem uma carreira cheia de bons papéis e personagens interessantes. Porém, o roteiro de Han Solo pouco exigiu dele. Seu personagem tem a única e exclusiva função de amadurecer e ensinar o jovem Han. Tal fator ofuscou o potencial de atuação e destaque que Harrelson poderia ter.

Você que é fã de Donald Glover e está esperando ver o jovem Lando Calrissian, acalme-se. Mesmo charmoso, o ator pouco agrega para a trama. Talvez por medo de ofuscar o protagonista, o roteiro usa Lando como um meio de conectar Han a Millenium Falcon, e morre ai a participação do personagem.

Paul Bettany também é outro bom nome do elenco, mas, infelizmente ele não convence e nem tem tempo de tela o suficiente para estabelecer o seu vilão. No fim das contas, o personagem de Paul não passa de um problema raso, sem base e que é resolvido de forma simples e sem emoção.

Se tivermos que resumir Han Solo, podemos dizer que é um filme de aventura que tenta se conectar com o universo de Star Wars através dos inúmeros fan services e referências. Contudo, como filme de ação ele até funcionaria, mas se considerarmos que essa história faz parte de um cânone que vem há anos se construindo e se estabelecendo, dai o longa deixa muito a desejar e é extremamente inferior aos seus antecessores.

O fraco roteiro e o erro na direção que não soube conduzir e nem extrair o melhor de cada ator, faz do longa um filme cansativo em alguns momentos e completamente esquecível. Nem a trilha sonora que é uma marca registrada da franquia teve uma entrega digna.

Vejam, falo tudo isso a vocês com peso no coração, mas, infelizmente Han Solo não rolou.