A Noite do Jogo

Na quinta-feira, dia 10, chega aos cinemas A Noite do Jogo, o novo filme da Warner Bros. Pictures. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

A Noite do Jogo

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Mas afinal, o filme é bom?

Jason Bateman e Rachel McAdams estrelam como Max e Annie, cujas noites de jogos entre casais ficam um pouco mais interessantes quando o carismático irmão de Max, Brooks (Chandler), organiza uma festa de assassinato e mistério, com direito a bandidos e agentes federais falsos. Então, quando Brooks é sequestrado, tudo faz parte do jogo…certo? Quando os seis jogadores extremamente competitivos se propõem a resolver o caso e vencer o jogo, eles descobrem que nem o “jogo” nem Brooks eram o que aparentavam. No decorrer de uma noite caótica, os amigos ficam cada vez mais envolvidos, à medida que cada reviravolta leva a um rumo inesperado. Sem regras, pontos e sem saber quem são todos os jogadores, este pode se tornar o jogo mais divertido de suas vidas… ou fim de jogo.

A Noite do Jogo é uma comédia que usa e abusa do exagero, piadas forçadas e momentos pastelões. Numa pegada bem Se Beber Não Case, o longa traz para as telas situações completamente irreais e aproveita do momento para trazer o humor para a tela. Se você é fã desse tipo de filme, prepare-se para morrer de rir.

Jason Bateman não inova e vive o mesmo personagem canastrão e cômico que estamos acostumados a ver. O ator me incomodou no filme, com a falta de realismo e senso em suas cenas. Estamos falando de uma comédia, ok, mas, até que ponto vale tudo? Até que ponto temos que deixar passar as situações absurdas? Vale a reflexão. Destaco esse ponto ao falar de Bateman, justamente por ele protagonizar momentos bizarros.

Rachel McAdams, sempre podemos destacar o seu carisma. Por onde passa ela esbanja versatilidade. A atriz consegue trabalhar bem suas versões românticas, hilárias e dramáticas. Em A Noite do Jogo, ela também abraça o pastelão, contudo, sua personagem traz fofura e um pouco de pé no chão no decorrer da trama, mesclando muito bem o lado humorístico do romântico.

Antes que você me xingue e diga: “ah, mas comédias foram feitas para não serem levadas a sério”, concordo, mas ainda assim, o exagero faz a piada perder a graça. O humor é algo que tem que beirar o natural. Fazer alguém rir não pode ser algo forçado. A pessoa se envolve e ri da piada sem saber que estava sendo conduzida para isso. E é ai que A Noite do Jogo peca. O longa prepara tanto o campo e deixa as situações tão forçadas, que quando chega o momento de rir você está pensando: “nossa, é sério isso?”. Sorry amigos, posso estar com o coração peludo e não ter sido impactado por conta das minhas expectativas pessoais, mas realmente esse filme não me tocou.

Mesmo não agradando 100%, lembrando que críticas são coisas pessoais, A Noite do Jogo funciona enquanto filme e tem um desenrolar dos acontecimentos muito bons. A história é fluída, tem reviravoltas interessantes e até momentos dramáticos. De modo geral, só a piada não funcionou mesmo.

O elenco do longa tem química e funciona bem em tela. Cada personagem tem espaço o suficiente para desenvolver seu arco individual e ainda contribuir para a problemática central. Portanto, o filme é eficiente na entrega, e somente deixa em aberto o humor que é algo pessoal.

Vale destacar que A Noite do Jogo deixa todo o terreno preparado caso a Warner Bros. queira fazer uma continuação. É importante avisar que o filme tem uma cena pós-créditos, portanto, só saia da sala quando todas as luzes se acenderem, ok?

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