O Gringo

No dia 03 de maio chega aos cinemas brasileiros Gringo – Vivo ou Morto, uma produção Amazon Studios. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Com o crescente número de estados norte-americanos aceitando a legalização do uso da maconha para fins medicinais, Gringo é apresentado à empresa farmacêutica Promethium. A ideia de seu co-fundador Richard Rusk (Joel Edgerton) e sua colega Elaine (Charlize Theron) é produzir em massa uma pílula chamada Cannabax em instalações no México, assegurando a posição da empresa no mercado antes da total legalização da cannabis, assim como a Pfizer quanto ao Viagra.

Para administrar as operações do México, Richard selecionou Harold Soyinka (David Oyelowo), que acredita – erroneamente – ser um amigo para o chefe e à beira da falência pelos gastos excessivos da esposa (Thandie Newton).

Em uma viagem à fábrica ao sul da fronteira, Richard e Elaine geram um desentendimento com o chefe do cartel mexicano e Harold descobre que uma fusão da empresa o deixará sem emprego. Em paralelo, temos a história do casal Sunny (Amanda Seyfried) e seu namorado (Harry Treadaway), que se envolve em um esquema para ser mula.

Mas o ótimo elenco não salva Gringo, muitas vezes não entendemos nem o porquê de estarem lá. Newton é totalmente desperdiçada, tendo por volta de quatro rápidas cenas. Seyfried e Treadaway são excelentes atores presos a papéis pouco desenvolvidos e sem qualquer química. Já Oyelowo, o principal, demora para nos ganhar e só consegue com reações exageradas aos problemas.

A salvação são os carismáticos Edgerton e Theron, mesmo que interpretando personagens extremamente desprezíveis. Enquanto o primeiro é um mulherengo egocêntrico, a segunda tem todas as características de uma vilã Disney – claro que em uma versão sexy.

Com mortes violentas e repentinas, Gringo é um filme fácil de imaginar sendo feito por Tarantino, mas precisa de grandes ajustes de narrativa. No fim, temos um filme B modernizado por Nash Edgerton (irmão de Joel), mas sem impor traços que o tirem do rumo para um certeiro esquecimento.