Tudo Que Quero

No dia 26 de abril, chega aos cinemas Tudo Que Quero, o novo filme estrelado por Dakota Fanning. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

O mundo é um lugar confuso para Wendy, uma jovem que, apesar do autismo, é independente e brilhante. Ela escreve histórias de fantasia em seu tempo livre e, quando ela descobre uma competição, decide terminar seu roteiro e participar. Agora, o problema é entregar o roteiro. Com seu pequeno cão e apenas alguns dólares no bolso, Wendy decide corajosamente ir em busca de seu sonho, embarcando numa aventura repleta de desafios e surpresas.

Tudo Que Quero é uma linda lição de superação, coragem e determinação. É muito sensível e interessante como o roteiro traz para as telas o autismo e a quebra da barreira e do preconceito com relação às limitações dessas pessoas. A condição física desses indivíduos é diferente, mas quando se trata de alcançar e realizar um sonho, o filme nos mostra que não existem limites, basta você ter coragem e garra para abraçar os desafios e dificuldades que virão pela frente.

Dakota Fanning me impressionou. A atriz dá um show em tela e entra no fantástico universo de sua personagem. Ela consegue ser inocente, sensível, carinhosa, demonstrar medo, frustração, astúcia e muita, mas muita coragem para encarar essa jornada. Wendy sabe de suas limitações e conhece os seus medos, e a verdade com que Dakota nos passou esse emaranhado de emoções e sentimentos, foi incrível. Você se sensibiliza com o sonho, cria empatia com a personagem e abraça a jornada como se fosse sua.

Toni Collette Alice Eve vivem personagens importantes para o crescimento e amadurecimento da protagonista. Enquanto a primeira entra no mundo de Wendy e a ensina a viver fora dele, a segunda faz o caminho inverso. Ambas as atrizes apoiam muito bem e são boas coadjuvantes. Elas protagonizam cenas muito humanas e sensíveis dentro da problemática do filme

Um elemento de Tudo Que Quero que merece destaque é a trilha sonora, que trabalho excelente. A melodia que embala a vida de Wendy reproduz com perfeição os traços e características da personagem. Como espectador, você é guiado pelos sons da trama, que vão oscilando e variando conforme o momento e dificuldade da protagonista.

É muito interessante o paralelo que Tudo Que Quero faz com a cultura pop. Wendy encontrou em Star Trek, Spock e Kirk, uma forma de se expressar e se conectar com um mundo externo ao seu. Assim como a personagem, muitos de nós nerds, nos expressamos através da paixão e amor que temos por alguma franquia ou personagem. Portanto, não tenha vergonha de ser fanboy ou fangirl. Se expresse e coloque para fora todo o amor e admiração que você tem por algo ou alguém. Ser nerd é isso, é amar alguma coisa a ponto de querer gritar e mostrar para o mundo o quão incrível aquilo é para você. No fim, somos todos nerds!

Tudo Que Quero é uma lição de vida. Se levarmos em consideração que a depressão e a ansiedade estão dentre os maiores males que assolam a população mundial nos dias de hoje, um longa como esse chega aos cinemas para mostrar que não existem limites para o ser humano. Não existem dificuldades que não possam ser superadas. Não existe sonho banal e nem objetivo fraco. O que existe é a verdade de cada um, o sonho que você acredita, a luta diária que você trava muitas vezes consigo mesmo. Não se abale com as atribulações. Não se deixe derrotar por nada e nem ninguém. E lembre-se, você é dono da sua vida, da sua verdade e dos seus sonhos e objetivos. Lute por eles com garra e todo o seu coração, o seu único limite é você mesmo.

Depois que assistir, volte para nos contar a sua opinião!