2ª temporada de Desventuras em Série

Já está disponível na Netflix, a 2ª temporada de Desventuras em Série, produção original do serviço de streaming estrelada por Neil Patrick Harris. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a 2ª temporada de Desventuras em Série foi boa?

Em meio à busca incessante da próxima série que se tornará sensação, Desventuras em Série chama atenção pela tentativa de minar a si mesma. Não importa se é pela musica chiclete de abertura, pedindo que o telespectador pare de assistir, ou pela narrativa deprimida e agourenta de Lemony Snicket (Patrick Warburton), o fato é que funciona bem o bastante para ter o efeito contrário.

Baseada na série de treze livros infantis de Daniel Handler (sob o pseudônimo de Lemony Snicket), Desventuras acompanha a história dos irmãos Baudelaire a partir do momento em que seus pais morrem em um incêndio e são obrigados a morar com o parente mais próximo, Conde Olaf (Neil Patrick Harris), um ator decadente em busca da fortuna das crianças.

A 2ª temporada de Desventuras em Série parte exatamente de onde a primeira deixou, os órfãos Baudelaire aguardando para descobrirem seu futuro no colégio interno. Adaptando do quinto ao nono livro, cada um dividido em dois episódios, não sofre como a primeira temporada para manter o ritmo. Para tanto, personagens secundários ganham destaque e por vezes roubam a cena dos Baudelaires, como Jacques Snicket (Nathan Fillion) e Larry -“o seu garçom” (Patrick Breen).

Piadas de duplo sentido, anáforas sem fim e atuações que arrancam sorrisos em momentos aleatórios estão por todos os lados. Porém, o show continua sendo de Neil Patrick Harris. Sua atuação absurda e desenfreada como Olaf dá o tom a todas as cenas. Seja em cenários escuros e Burtonianos ou em meio a tons pastéis dignos de um filme de Wes Anderson, Harris usa todos os elementos a sua volta para entregar o vilão espalhafatoso que Jim Carrey não conseguiu na adaptação de 2005.

Já aos órfãos, cabe a árdua tarefa de lidar com a insensibilidade, covardia e ignorância dos adultos. Mesmo com as saídas fisicamente impossíveis, as crianças parecem ser os únicos verdadeiramente sãos da história. Se mantendo como uma ode aos livros, diversas cenas são pontuadas com referências literárias e todos os problemas podem ser resolvidos com uma boa biblioteca. Se fará com que os telespectadores mergulhem nesse mundo, não é possível prever, mas o efeito é encantador para qualquer um que tenha amor por livros.

Com a terceira temporada confirmada e a evolução mostrada pelos últimos episódios a entrar no catálogo, fica a espera de um fechamento digno para um show que finge não se levar a sério, mas entrega tudo aquilo que se espera de uma grande adaptação.

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