uma dobra no tempo

Na quinta-feira (29), chega aos cinemas o novo filme da Disney, Uma Dobra no Tempo. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Uma Dobra no Tempo é uma aventura épica que transporta o público através de dimensões de tempo e espaço, examinando a natureza da escuridão e da luz, e em última instância, o triunfo do amor. Por meio da jornada transformadora de uma garota liderada por três guias celestiais, descobrimos que a força vem de abraçar a individualidade de cada um e que a melhor maneira de vencer o medo é viajar através da luz da própria pessoa.

Antes de avaliarmos o filme, é importante você saber que Uma Dobra no Tempo é baseado na obra literária de Madeleine L’Engle. Tanto o livro quanto o filme, são voltados para o público infanto-juvenil. Portanto, se a sua criança interior não estiver viva, talvez você não goste desse longa.

Uma Dobra no Tempo inicia explorando a magia presente na história e em todo o universo Disney. É encantador observar as cores, figurinos e cenários. Você se sente em um conto de fadas e isso te faz voltar para a época em que a única preocupação era tirar boas notas na escola. Tempo bom. O tom do filme é leve, amistoso e que agrada tanto os adultos quanto às crianças.

O elenco infantil é composto por Storm Reid (Meg), Deric McCabe (Charles Wallace) e Levi Miller (Calvin). A trama se desenrola a partir da reunião desses três, contudo, nenhum deles têm peso suficiente para carregar o filme. Deric é o que mais se destaca, mas quando o roteiro o coloca à frente da história, as coisas desandam e se tornam desinteressantes.

Storm Reid ainda é crua e tem muito o que amadurecer. Mesmo nos momentos mais emocionantes e apelativos da história, a atriz não conseguiu cativar. Não deixo todo o peso em suas costas, e atribuo à diretora Ava DuVernay a responsabilidade de não ter conduzido melhor o seu elenco. Levi Miller nem merece um parágrafo, afinal, ele pouco fez no filme. Sua participação se resume ao interesse amoroso da protagonista.

Reese Witherspoon mostrou seu carisma e simpatia ao dar vida à Sra. Quequeé. A atriz se destaca dentre as três entidades da luz. Contudo, os diálogos de Mindy Kaling (Sra. Quem) e a imponência e soberania de Oprah (Sra. Qual), também foram muito interessantes. O trio agrega e apoia muito bem o desenrolar da trama. As coisas funcionam quando as três estão em tela, mas quando elas saem de cena, o caldo começa a entornar.

Chris Pine e Gugu Mbatha-Raw têm participações tímidas, porém, marcantes. A parte emotiva do filme fica a cargo da dupla que não decepciona.

Visualmente, Uma Dobra no Tempo é lindo. O longa tem uma trilha sonora gostosa e traz em seu roteiro uma mensagem de esperança necessária e pertinente para os dias sombrios e difíceis que vivemos. O mundo precisa de mais amor, paz e luz para dar fim à escuridão que habita em muitos corações.

Mesmo com seus defeitos, Uma Dobra no Tempo é um filme que vai divertir toda a família e ainda vai plantar uma semente boa nos corações dos pequenos. Quem sabe os pais e outros adultos também não se sensibilizam com a esperança e a luz. Fica aqui a minha torcida e prece por um amanhã melhor.

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