Tomb Raider: A Origem

Na quinta-feira, dia 15 de março, chega aos cinemas Tomb Raider: A Origem. Fique tranquilo essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Lara Croft é a independente filha de um excêntrico aventureiro que desapareceu quando ela mal tinha chegado à adolescência. Agora, uma jovem de 21 anos sem nenhum foco ou propósito na vida, Lara faz entregas de bicicleta nas caóticas ruas de Londres, ganhando apenas o suficiente para pagar o aluguel. Determinada a forjar seu próprio caminho, ela se recusa a tomar as rédeas do império global de seu pai com a mesma convicção com que rejeita a ideia de que ele realmente se foi. Aconselhada a enfrentar os fatos e seguir em frente depois de sete anos sem seu pai, Lara busca resolver o misterioso quebra-cabeças de sua morte, mesmo que nem ela consiga entender a sua motivação. Contrariando os pedidos finais de seu progenitor, ela deixa tudo para trás em busca do último destino em que ele foi visto: um lendário túmulo em uma mítica ilha possivelmente localizada ao longo da costa do Japão. Mas sua missão não será fácil, já que a jornada para a ilha será traiçoeira. De repente, os riscos não podem ficar mais altos para Lara, que – contra todas as probabilidades e armada apenas com sua mente afiada, fé cega e espírito naturalmente obstinado – deve aprender a ultrapassar seus limites enquanto viaja para o desconhecido. Se sobreviver aos perigos dessa aventura, ela pode enfim encontrar um propósito para sua vida e tornar-se digna do nome Tomb Raider.

Quando anunciaram Alicia Vikander como a nova Lara Croft, pensei: vai ser interessante vê-la nesse papel, e eu explico o porquê. Com a evolução do papel da mulher no mundo e na sociedade, não cabia mais uma Tomb Raider vista como um sexy symbol e uma versão feminina do Indiana Jones. A personagem era muito maior que isso, prova disso foi o reboot do game em 2014. E levando em consideração o talento e histórico cinematográfico de Alicia, botei fé de que ela poderia surpreender no papel da icônica personagem.

Alicia Vikander já provou ao mundo o quão talentosa ela é. Contudo, vê-la trabalhar num blockbuster como esse, era empolgante, pois afinal, a atriz sairia da sua zona de conforto e seria desafiada. E não é que ela deu conta do recado? Tomb Raider: A Origem é um filme extremamente físico e exigente com relação à preparação e movimentos. As cenas de ação além de bem dirigidas, requerem um esforço tremendo por parte da atriz e suas dublês. Isso sem contar que o resultado final ficou muito bonito em tela. Claro, que por estarmos falando de blockbuster de aventura, várias coisas que acontecem em tela têm que ser relevadas pelo espectador.

Tomb Raider: A Origem peca um pouco na parte dramática do filme. Em alguns momentos o roteiro poderia ter trazido mais peso e carga emocional para as cenas, o que faria Alicia mostrar ao espectador porque ela faturou o Oscar. Mas ok, essa crítica entra mais como ponto de melhoria do que defeito em si.

O vilão do filme cumpre bem o seu papel, mas não se destaca. Ele serve mais como apoio para o desenvolvimento da protagonista do que como antagonista em si. Todas as ameaças de Tomb Raider: A Origem servem como provas para amadurecer a personagem. Vale destacar que os quebra-cabeças e armadilhas do longa são muito interessantes e abrilhantam mais a trama.

Quando olhamos para a trama, vemos uma excelente história de origem sendo contada. Lara não está pronta. Ela apanha, sofre, chora, grita e corre perigo o tempo todo, e é isso o que nós queríamos ver. O longa é um excelente espelho do game de 2014. Durante todo o filme, é possível acompanharmos a construção da personagem e formação da heroína que nós conhecemos, e isso é muito bacana de ser visto. A jornada está apenas começando e Tomb Raider: A Origem dá um belo pontapé inicial.

Em uma era onde a mulher está cada vez mais empoderada e segue na luta para ser o que quiser, Tomb Raider: A Origem serve como um hino de representatividade do poder feminino. Lara escolheu não ser uma milionária alheia para os problemas do mundo. Ao invés de curtir sua fortuna, ela deixa o luxo e o conforto de lado para seguir o seu coração e lutar por algo que acredita. Com a garra e a coragem de uma verdadeira heroína, ela parte rumo ao desconhecido sem deixar de ser uma princesa e a menininha do papai. E é exatamente esse contraponto que o filme faz com os dias atuais. Você não precisa ser só uma coisa, você pode ser o que quiser, basta seguir o seu coração.