Medo Profundo

Hoje (08) entrou em cartaz Medo Profundo, longa que chega ao Brasil através da PlayArte. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Pelo menos é assim que Kate (Claire Holt) convence sua irmã Lisa (Mandy Moore) a entrar no mar dentro de uma gaiola de metal, e ficar cara a cara com um gigante tubarão branco. As duas irmãs viajam para o México com objetivo de se divertir e esquecer os problemas. Lisa (Mandy Moore), sempre a certinha da família, quer mudar sua imagem e ser aventureira igual sua irmã Kate (Claire Holt). Após fazerem amizade com dois estranhos em uma de suas saídas noturnas, ambas são convidadas para viajar com eles e ter uma experiência única dentro de uma gaiola no mar com um tubarão branco fazendo a ronda. Elas aceitam o desafio. No entanto, quando estão prestes a subir de volta para o barco de apoio que vieram, um descuido faz com que a gaiola se desprenda do barco e elas caem no fundo do mar, 47 metros abaixo, presas, cercadas por tubarões e com máscaras de oxigênio que logo se esgotarão.

Começo falando a você que sou fã de filmes de Tubarão. Desde o clássico de Steven Spielberg até o recente Águas Rasas estrelado por Blake Lively. Minha expectativa com relação a Medo Profundo era alta, ainda mais pelo longa ser estrelado por Mandy Moore (This Is Us) e Claire Holt (The Originals).

Diferente de seus antecessores, Medo Profundo não trabalha só a imagem do grande tubarão branco, mas também a claustrofobia e angústia de estar dentro de uma gaiola de metal a 47 metros da superfície. É assustador! Logo quando a dupla de protagonistas entra no barco você já fica apreensivo e tem certeza de que vai dar tudo errado.

Mandy Moore representa as pessoas que, como eu, admiram o mar, mas tem um medo tremendo de estar diante de uma grande quantidade de água imensurável. Fica nítido o terror que a atriz transmite por debaixo da máscara. Já Claire Holt, traz coragem e esperteza para lidar com a situação. A química das duas atrizes é interessante e elas funcionam muito bem como irmãs.

Achei muito interessante a premissa do longa e o fato da história se passar quase 100% do tempo no habitat natural desse grande predador, o que diferencia a produção dos demais filmes que mostravam o ataque na praia. Medo Profundo faz você mergulhar nas profundezas do oceano e se sentir insignificante diante da magnitude da flora marinha. Você se sente preso, sufocado e aflito junto com as protagonistas. Confesso que no lugar delas não teria feito metade do que elas fizeram para sobreviver. O terror é enorme, e o pior, você não sabe o que fazer para sair daquela situação. É terrível!

Medo Profundo equilibrou muito bem as cenas entre as irmãs e as aparições dos tubarões. Tudo está na medida certa, o que faz o filme ser muito eficiente na entrega final. É claro que, assim como toda produção, o longa tem cenas completamente irreais e esdrúxulas, mas isso passa batido e ao final da sessão você sai satisfeito do cinema.

O diretor Johannes Roberts já foi confirmado na sequência que chega aos cinemas em 2019. Portanto, se você gostar do filme, prepare-se que têm mais tubarões vindo por ai.