Andrew Lincoln

Rick ainda tem por que lutar?

No último domingo (04) foi ao ar The Lost and the Plunderers, episódio que trouxe um questionamento importante: ainda tem por que lutar? CUIDADO, SPOILERS ABAIXO!

O pós morte de Carl

O episódio inicia ainda trazendo para a trama o peso da morte de Carl. O jovem morreu de forma precoce, mas trouxe uma lição importante para todos os envolvidos na guerra, principalmente Rick e Negan. Por que eles estão lutando? Qual o propósito de vencer e perder todas as pessoas que eles amam durante a guerra?

Rick já sofreu de mais. Já perdeu mais do que devia. Chega! Estamos na 8ª temporada e tudo o que vimos foi o protagonista chegar ao fundo do poço e como o apocalipse destruiu o seu psicológico e coração. Ele já não é mais um homem e a cada dia se assemelha mais a um animal que luta para sobreviver. Porém, pra que tudo isso?

A ruína dos Salvadores

A pressão da guerra faz com que não haja mais estabilidade emocional. Negan mantém a liderança pelo medo, mas o extinto de sobrevivência fala mais alto no seus seguidores. Para Simon e os outros, Rick, Maggie e o Rei, iniciaram um movimento que não tem mais volta. É matar ou morrer.

Desde o início, The Walking Dead vem explorando a perda da humanidade e o quanto a pressão faz o homem chegar a situações extremas. Negan não controla mais os Salvadores, eles o seguem porque estão acostumados, porém, na hora que a coisa apertar, vai ser cada um por si.

Enid e Aaron ganham uma segunda chance

Oceanside retornou, mas ainda não disse para que veio. A comunidade das mulheres já foi introduzida e pincelada mais de uma vez, mas até agora não engrenou. Enid matou a líder, deu uma lição de moral na neta e ganhou a liberdade? Mas e ai? Só isso?

Estamos próximos ao fim da temporada, o roteiro vai esconder essa comunidade da guerra até quando? Aaron ficou para tentar convencer as mulheres, enquanto Enid retornou para descobriu que Carl está morto, e novamente temos uma cena que gasta alguns minutos e não chega em lugar algum.

A sentença de Simon

A traição de Simon representou a queda do último pilar para a ruína dos Salvadores. O antes braço direito de Negan, nos mostrou estar saturado do “jogo da dominação”. Diferente do líder, ele entendeu que só sairá vivo dessa guerra se deixar as antigas regras e costumes de lado e matar até o último membro da resistência. Eles não têm outra escolha.

Durante a cena do lixão, Simon nos mostrou que por detrás da frieza e autocontrole da situação, existe um cara com medo de morrer e cheio de remorsos e mágoas trazidas pela guerra. Ele está chegando ao limite e uma de suas explosões emocionais, custou a vida do grupo de Jadis.

A ruína de Jadis

Não sei vocês, mas nunca gostei da comunidade do lixão. Povo apático, sem propósito e que não agregou nada na trama. Vê-los morrer não comoveu e tampouco mexeu comigo. Foi mais um daqueles momentos que pensei: tá bom, pode passar para a próxima cena.

Enfim, Jadis sobreviveu e viu seu povo ser triturado. Ela vai voltar? Espero que não, pois a história de The Walking Dead precisa de ritmo, dinamismo e envolvimento, e a personagem e seu grupo não trouxeram isso durante sua participação. Portanto, já foi tarde!

Você já falhou!

A cena final do episódio foi a que mais me tocou e comoveu. Negan também está cansado de lutar, de tentar se impor e de ver as inúmeras mortes e perdas durante o caminho. Adoro quando o roteiro humaniza o antagonista e digo mais, estou ansioso para vê-lo trabalhando com Rick e estabelecendo uma relação de confiança.

O diálogo final onde Negan coloca as cartas na mesa e mostra que tudo o que Rick fez e pela qual ele lutou até agora não teve sentido, foi arrebatador. Chega! Chega de brigar, de perder pessoas importantes e gastar tempo numa guerra que só vai trazer mais mágoas e destruição. As cartas de Carl selaram a paz no coração dos dois líderes e confesso estar ansioso para esse momento!

Ainda tem por que lutar? Quais são as suas expectativas para a continuidade da série? Escreva nos comentários!

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