Na quinta-feira, dia 01, chega aos cinemas Operação Red Sparrow, o novo filme estrelado por Jennifer Lawrence. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

trailer de Red Sparrow

Siga nossas redes sociais:

Mas afinal, o filme é bom?

O longa conta a história de Dominika Egorova (Jennifer Lawrence), uma bailarina que é recrutada para o programa “Sparrow School”, um serviço de inteligência russa. Lá ela é obrigada a usar o seu corpo como uma arma. Porém, a sua primeira missão, visando um agente da CIA, ameaça a segurança de ambas as nações.

Operação Red Sparrow tem pontos positivos e negativos. Vamos começar falando do que funcionou e foi interessante. O longa apresenta uma ideia muito boa que é mostrar o treinamento e a transformação de uma civil em uma Sparrow. Só ai já daria um filme inteiro e que conseguiria explorar e desenvolver muito bem a parte psicológica e física ligada à transformação da protagonista. Ressalto que as melhores cenas do longa se passam na escola em que Dominika se transforma numa espiã.

Outro ponto interessante, é que diferente das espiãs que estamos acostumados na atualidade, como a Viúva Negra e a Atômica de Charlize Theron, Dominika (Jennifer Lawrence) não encosta numa arma de fogo durante todo o filme. A forma como a personagem atinge os seus objetivos e dribla os seus obstáculos, está diretamente ligada ao seu poder de manipulação e sedução. Ela usa e abusa de sua beleza durante todo o filme e consegue enganar o espectador e demais personagens. Ponto positivo pela diferenciação e não repetição da fórmula já batida.

O clima de suspense e desconfiança paira durante todo o longa. Ninguém é confiável e todos podem estar mentindo. Isso é legal, pois Operação Red Sparrow te leva até o final sem desvendar a resolução. Quando você acha que já entendeu, o roteiro vai lá e te mostra que você não sabe de nada. Muito bacana!

Agora vamos falar dos pontos negativos. Que Jennifer Lawrence é talentosa nós já sabemos. Contudo, a cara de sofrimento da personagem é a mesma em todos os seus filmes. Operação Red Sparrow não exigiu atuação e talento da atriz, o filme só explorou sua beleza e corpo como gatilho para o desenrolar de toda a trama. No final das contas, tudo estava ligado ao controle que a personagem tem sobre os homens ao seu redor. Acho isso um desperdício de talento e potencial. O longa podia ser muito mais do que um simples thriller erótico, mas deixou a desejar no quesito desenvolvimento da história e das outras qualidades da personagem.

O último ponto positivo que quero destacar é a brutalidade e violência do filme. Mesmo a protagonista não pegando em armas, os demais espiões ao seu redor compensam nas mortes e torturas impressionantes que são mostradas no longa. Prepare o estômago, além de muito sexual, Operação Red Sparrow te deixará aflito e impactado com suas cenas de ação. É de perder o ar!

A falta de ação e excesso de sedução fez a história se arrastar na metade do filme. Depois da segunda vez que a protagonista usa seu corpo para conseguir o que queria, o roteiro podia ter pulado um degrau e explorado outras situações em que Dominika teria que se virar e usar seu lado femme fatale. Nem tudo se resolve com a manipulação sexual. A falta de desenvolvimento fez a história rodar em torno das mesmas questões, o que arrastou um pouco o longa.

O elenco masculino pouco fez no filme. O papel do homem em Operação Red Sparrow é ter a falsa impressão de estar no controle da situação, sendo que na verdade eles são constantemente dobrados pelas espiãs treinadas para seduzir e manipular. Portanto, mesmo com grandes nomes como Jeremy Irons e Joel Edgerton, nenhum deles fez nada de tão significativo a não ser apoiar a protagonista.

Em linhas gerais, Operação Red Sparrow é um bom filme e que tem elementos interessantes e com potencial de exploração numa possível continuidade. Como o longa é a adaptação do primeiro de três livros, vamos torcer para que o estúdio aprove a sequência.

Depois volte para nos contar a sua opinião!