Casa Winchester

No dia 01 de março, chega aos cinemas A Maldição da Casa Winchester, novo longa distribuído pela Paris Filmes. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Sarah Winchester é herdeira de uma empresa de armas de fogo e acredita ser assombrada por almas que foram mortas pelo rifle criado por sua família, os Winchester. Após as repentinas mortes do marido e filho, ela decide construir uma mansão para afastar os espíritos. Quando o psiquiatra Eric Price parte para avaliar o estado psicológico de Sarah, ele percebe que talvez a obsessão dela não seja tão insana assim.

A Maldição da Casa Winchester tem potencial, mas peca nos clichês e erros cometidos pelas outras produções do gênero. A necessidade do jump scare (susto) quebra a tensão e o suspense estabelecido na história. Vamos por partes!

Quero começar destacando a casa como personagem principal do filme. Além de magnífica e cheia de mistério por detrás da suas centenas de cômodos, a moradia dos Winchester tem muito mais história e elementos a serem explorados do que os próprios protagonistas. Sei que é inviável mostrar cem cenários diferentes, mas se o longa tivesse explorado um pouco mais da mitologia da casa, seria muito mais interessante do que simplesmente ficar tomando sustinhos bobos. Alô alô roteiristas, vamos nos inspirar na tensão e mistério de O Sexto Sentido e parar de usar e abusar da velha fórmula do terror.

Tanto Helen Mirren quando Jason Clarke tem atuações aquém de seu talento. Enquanto a atriz vive a misteriosa matriarca Winchester, o ator vive um médico perturbado com a morte de sua mulher. O laço que os une é muito forçado e a profundidade e desenvolvimento de seus personagens são deixados de lado para que ambos combatam o mal que assombra a casa.

Poxa, se ao invés deles ficarem lutando contra espíritos, o roteiro tivesse desenvolvido e explorado o talento paranormal de cada um, o filme seria muito mais intrigante e envolvente.

Helen Mirren tem o dom de se conectar com espíritos através de sessões à meia noite. A primeira aparição da personagem é imponente e até assustadora. Contudo, com o desenrolar da trama, ela deixa essa postura de lado e assume a faceta de uma mulher preocupada em salvar sua família, quebrando a imponência e se tornando frágil e fraca.

Jason Clarke, mantém uma certa regularidade dentro da trama. Seu trauma se conecta com a Casa Winchester e ao mesmo tempo o impede de atingir seu potencial espiritual. O personagem é o que tem a melhor linha de crescimento e desenvolvimento dentro da história, mas ainda sim não passa de um mero instrumento para a resolução do problema.

Por fim, A Maldição da Casa Winchester tinha tudo para ser um filme interessante, mas não passa de mais um clichê feito para assustar e ser esquecido ao final da sessão.

Depois volte para nos contar a sua opinião!