Mudbound - Lágrimas Sobre o Mississippi

No dia 15 de fevereiro, chega aos cinemas Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi, o novo filme distribuído pela Diamond Films. Fique tranquilo essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

A história acontece no sul dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, onde a história de duas famílias – uma negra e uma branca – que dividem terras no delta do Rio Mississipi, se entrelaçam. A trama mostra a família McAllan, vinda da tranquila Memphis, mas despreparada para as exigências da vida no campo. Apesar dos grandiosos sonhos de Henry (Jason Clarke), sua esposa Laura (Carey Mulligan) luta para manter a fé nas empreitadas de seu marido. Enquanto isso, Hap e Florence Jackson (papéis de Rob Morgan e Mary J. Blige), que trabalham há gerações em fazendas, lutam bravamente para construir um pequeno sonho, apesar das barreiras sociais que enfrentam. Os planos de cada família são afetados pela guerra e pelo retorno de seus entes queridos, Jamie McAllan (Garrett Hedlund) e Ronsel Jackson (Jason Mitchell), que desafiam a realidade de onde vivem ao formar uma amizade.

Nem se Hollywood passar mais 10 anos contando histórias da opressão e do racismo, a humanidade não será perdoada pelas atrocidades que foram cometidas pela diferença racial. Toda vez que me deparo com um filme como esse sinto nojo do passado e volto o olhar para o presente rezando para que o futuro seja melhor.

Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi tem uma história simples, batida e arrastada durante as mais de duas horas de filme. O longa demora um tempo desnecessário para construir cada um dos personagens e entregar sua mensagem central e clímax. A sensação é de que o roteiro não chegará em lugar nenhum e a história não terá fim. Contudo, os últimos vinte minutos te fazem pular da cadeira e sentir nojo do ser humano.

O elenco do filme está muito bem. Cada um tem espaço suficiente para desenvolver a sua motivação e arco individual e mostrar ao público qual o seu papel dentro da trama. O destaque de Mudbound – Lágrimas do Mississippi vai para a dupla Garrett Hedlund e Jason Mitchell, dois veteranos de guerra que têm muito em comum, mas ao mesmo tempo uma grande e crucial diferença, a cor da pele. A história começa a fluir melhor quando os dois aparecem em tela e começam a desenvolver sua relação. É bacana de ver, porém, muito aflitivo no final.

Rob Morgan e Mary J. Blige entregam personagens simples, mas com uma carga emocional muito grande. A vida sofrida e o sonho por respeito e liberdade é muito bem passado pela dupla.

Carey Mulligan se destaca como a personagem mais humana dentre os brancos. Ela enxerga o próximo como um igual e não pela cor da pele. Sua personagem tem sentimentos e desejos que vão se desenvolvendo ao longo da história. Ela faz um contraponto interessante com o marido vivido por Jason Clarke, um homem ignorante e com a mentalidade racista da época. Os dois formam um casal, mas não tem nada a ver um com o outro.

Preste atenção no personagem vivido por Jonathan Banks. A virada do filme acontece com ele e tenho certeza de que você irá se desesperar e ficar chocado com o plot twist (reviravolta), é de embrulhar o estômago.

Se você gosta desse tipo de filme, não perca a estreia de Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi.

Depois que assistir volte para nos contar a sua opinião!