How It's Gotta Be

Rick perde muito mais do que uma batalha em How It’s Gotta Be!

Hoje (04) foi ao ar o mid-season finale da 8ª temporada de The Walking Dead, intitulado How It’s Gotta Be. CUIDADO, SPOILERS ABAIXO!

O contra-ataque dos Salvadores

Passamos a primeira metade da 8ª temporada vendo Rick e seus amigos vencendo a guerra contra os Salvadores, mas em How It’s Gotta Be o jogou virou. Não existe um responsável por isso, mas sim uma combinação de fatores. Eugene usou sua astúcia e o falho plano de Daryl contribuiu para que as coisas ficassem favoráveis no Santuário.

How It’s Gotta Be me remeteu ao season finale da 6ª temporada onde pela primeira vez vemos o poder de fogo e a imponência dos Salvadores. O clima esperançoso e vitorioso até então estabelecido, é deixado de lado e a tensão novamente começa a tomar conta da trama. Pelo tom e início do episódio, já dá pra perceber que as coisas não iriam terminar nada bem.

A liderança de Carl

Esse personagem passou por várias fases desde o início da série. Carl começou a série como um menino assustado, se tornou um adolescente revoltado e com instinto assassino e posterior a isso mostrou sua força, bravura e maturidade. No oitavo ano fomos apresentados a um lado humano do jovem adulto nunca visto antes. Ele está maduro, corajoso e com uma postura de liderança igual a do pai.

A atitude de Carl ao confrontar Negan me emocionou e novamente remeteu a filosofia de Hershell. A 8ª temporada tem discutido e trazido muito a tona a reconstrução da humanidade e civilidade no homem. Até quando eles vão ficar se matando? Não é possível que não exista um meio termo onde todos possam coexistir em paz. Achei interessante e me emocionei com a atitude do jovem.

Os secundários seguem apagados

Com um elenco inflado e tendo vários núcleos, a série acabou apagando personagens que um dia já foram interessantes, como é o caso de Michonne e Daryl. Hoje os dois quase não tem falas e acabam entrando em tela só para protagonizar cenas de ação. Acho um desperdício de potencial.

Nem o Negan que é o grande antagonista da temporada tem espaço suficiente para desenvolver seu arco individual e se conectar com o público. The Walking Dead ofuscou alguns personagens interessantes e deu mais espaço para outros que nunca foram carismáticos e importantes, como é o caso de Eugene.

Hilltop, a última base da resistência

A cena entre Maggie e Simon me deixou tenso. Conforme o episódio rolava me conectei com o momento em que eles conhecem Negan e temi pela vida da esposa de Glenn. Ainda bem que não aconteceu nada pior. Ao voltar para Hilltop, me emocionei com a raiva, e frustração da moça. Só acho que ela deveria ter matado o cara de cabeço comprido que provocou Jesus o tempo todo. Os prisioneiros podem ser um trunfo e fazer parte da virada na guerra. Aposto que eles vão se virar contra Negan e lutarão ao lado da resistência.

Maggie cresceu muito desde o início da série e hoje é uma personagem chave para a trama. Admiro muito sua força e postura. Tenho certeza que a virada na guerra partirá de suas decisões e liderança. Ao lado de Rick, eles vão derrubar os Salvadores e Negan será levado a justiça.

O retorno do Rei

Ezekiel se ausentou da última parte do plano de ataque. Ele seguia devastado com a morte do seu povo e sem forças para reagir. Contudo, a investida dos Salvadores fez o Rei acordar e voltar para o campo de batalha.

Carol até tentou salvá-lo, mas Ezekiel se sacrificou para salvar o seu povo. Morgan segue na espreita aguardando o momento certo para fazer uma investida. Acredito que o Rei morra ainda nessa temporada, mas ele sairá vivo e para lutar mais um pouco contra Negan e os Salvadores.

Aaron e Enid chegam a Oceanside

Quando Aaron disse para Enid que eles ficaram um tempo fora, pensei que os dois retornassem mais perto da conclusão da guerra como um último recurso. Porém, a série antecipou meus pensamentos e fez com que a dupla chegasse a Oceanside no mid-season.

Ao contrário do que eu esperava, Enid matou a líder da comunidade, o que além de ter colocado a vida dos dois em risco, dificultou a aliança que eles foram buscar. Será que ainda podemos esperar por um entendimento entre as partes? O que você acha? Comente!

Dwight mostrando lealdade e Eugene arrependido

Já falei em textos anteriores que a guerra será vencida de dentro do Santuário. A pressão e forma como Negan trata as situações será a sua ruína. Os Salvadores não aguentarão essa situação por muito mais tempo e é ai que Rick ganhará a guerra.

Em How It’s Gotta Be, Dwight já mudou de lado de vez. Com a “benção” de Daryl, o antigo general de Negan entrou para a resistência e agora lutará contra seus antigos amigos. Já Eugene, segue lutando contra seus instintos de sobrevivência e a sua consciência. Acredito que até o fim dessa temporada veremos a redenção desse personagem.

Como vai ser daqui pra frente?

Fechando o ano de 2017, How It’s Gotta Be dá uma chacoalhada na trama de The Walking Dead e desestabiliza Rick com a morte de Carl. No início do oitavo ano muito se especulou sobre a saída do ator Chandler Riggs (Carl Grimes) para fazer faculdade, e as teorias foram confirmadas no mid-season finale.

Carl foi um personagem importante para Rick durante toda a série. Ele se despede da trama deixando uma mensagem positiva e fazendo com que ambas as partes pensem sobre o assunto. Negan tem apreço pelo menino. Já o pai, seguirá a luta tentando honrar a última lição deixada pelo filho. Isso só reforça que a ao final dessa guerra, Negan será preso e a série mudará o foco na condução das ameaçadas no nono ano.

Você gostou do episódio How It’s Gotta Be? Quais são as suas expectativas para o retorno da série? Escreva nos comentários!

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