Dona Flor e Seus Dois Maridos

No dia 07 de dezembro, chega aos cinemas paulistas e cariocas a adaptação da obra de Jorge Amado, Dona Flor e Seus Dois Maridos. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

No início da década de 1940, Dona Flor, sedutora professora de culinária de Salvador, é casada com Vadinho, que só quer saber de farras e jogatina nas boates da cidade. A vida de abusos e noites em claro acaba por acarretar sua morte precoce, deixando Dona Flor viúva. Logo ela se casa de novo, com o recatado e pacífico farmacêutico da cidade, Dr. Teodoro. As saudades do antigo marido que, apesar dos defeitos era um ótimo amante, acabam fazendo com que ele retorne em espírito, visto somente pela viúva. Isso a deixa em dúvida sobre o que fazer com os dois maridos que passam a dividir o seu leito.

A história da Dona Flor e Seus Dois Maridos é mais do que conhecida. O público já teve a oportunidade de ler o livro, assistir a série, a peça de teatro e conferir o longa lançado em 1976. Material é o que não falta, e agora chegou a hora de conhecemos a Dona Flor de Juliana Paes, dirigida por Pedro Vasconcelos.

Começando por Juliana Paes, que entrega uma Dona Flor carismática, cheia de desejos, fantasias e ao mesmo tempo fiel, honesta e séria. A personagem representa diversas mulheres que são bem casadas, com homens bons, mas que não são completamente felizes e satisfeitas. É muito interessante ver o conflito vivido pela protagonista. Acompanhamos sua jornada desde o início e torcemos para que ela seja feliz, mesmo que para isso, ela tenha que ficar com os dois no final.

Mesmo a Dona Flor sendo a protagonista da história, é o personagem de Marcelo Faria quem rouba a cena. Ele é o tipo garanhão, bronco, ignorante e que sofre de um vício que o torna violento e um péssimo marido. Contudo, é inegável a química entre a Flor e o Vadinho. Quando os dois estão em cena você se diverte, excita e se envolve. Mesmo cheio de defeitos, o personagem é extremamente carismático, o que te faz torcer por ele até o final.

Leandro Hassum entrega um personagem caricato, porém, contido. O ator consegue arrancar umas risadas do público, mas o texto não deu espaço para que ele esbanjasse todo o seu carisma e veia humorística.

Preciso destacar e parabenizar o responsável pela trilha sonora do filme. Todas as músicas encaixam perfeitamente com a trama e são um elemento importante para emocionar e envolver o público.

Excitante, divertido e repleto de belas atuações, a nova leitura de Dona Flor e Seus Dois Maridos é uma excelente dica para quem é fã de Jorge Amado e quer curtir o escurinho do cinema.

Você tá animado pra esse filme? Depois que assistir volte para nos contar a sua opinião!