Hoje (15) chega aos cinemas um dos filmes mais aguardados do ano, Liga da Justiça. Vamos conversar sobre o novo longa da Warner Bros. Pictures e fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Liga da Justiça

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Mas afinal, o filme é bom?

Depois de Batman vs Superman e Esquadrão Suicida os fãs da DC Comics olhavam com desconfiança os filmes da Warner Bros. Pictures e não colocavam muita fé nos próximos longas. Contudo, temos que reconhecer e tirar o chapéu para o estúdio que recebeu todas as críticas, processou e aprendeu com seus erros. Iniciamos 2017 de uma maneira diferente. Gal Gadot havia encantado todo público com sua beleza e carisma e o filme solo da Mulher-Maravilha já trazia sinais de mudança e nos mostrava que as coisas estavam se endireitando.

Ontem entrei na sala com a expectativa de um crítico, mas com a esperança e o coração de fã apaixonado. Logo nos primeiros minutos notamos a diferença no tom do filme e sentimos a leveza de uma história que duraria mais de duas horas. O filme da Liga da Justiça flui muito bem e consegue ser eficiente, consistente e divertido. Algumas coisas funcionam melhores do que as outras, mas isso já era de se esperar, afinal, estamos falando de um longa que tinha a difícil missão de introduzir três personagens novos (Aquaman, Ciborgue e Flash), apresentar um vilão (Lobo da Estepe) desconhecido do grande público e ainda, lidar com a tríade (Batman, Mulher-Maravilha e Superman) e as consequências do longa anterior.

O desafio da Warner Bros. Pictures era muito grande. Antes de os Vingadores serem considerados os maiores heróis da Terra, existia a Liga da Justiça. Não sei vocês, mas eu cresci assistindo o desenho da Liga, numa época em que a Marvel se resumia em Homem-Aranha e X-Men. Ninguém (com exceção dos fãs de quadrinhos) era fã do Homem de Ferro, Capitão América e cia. O público amava o Batman, Superman, Mulher-Maravilha e os saudosos Super Amigos. Essa foi a minha infância e de muita gente. Portanto, não tem como não se emocionar ao ver os heróis que marcaram a sua juventude se reunindo na tela grande do cinema. A torcida pelo filme da Liga da Justiça era muito maior do que a desconfiança e o medo de dar errado, e afirmo sem medo de exagerar, o estúdio conseguiu superar os desafios e entregou um filme muito bom e que merece ser visto mais de uma vez nos cinemas.

Mesmo saindo satisfeito e feliz da sala, isso não significa que o filme da Liga da Justiça não tem defeitos. O principal ponto negativo do longa se chama Lobo da Estepe. Construído em CGI, o vilão deixa a desejar e decepciona tanto no visual como em sua participação na história. A única coisa que se salva no personagem é a voz imponente e robusta de Ciarán Hinds. Falta desenvolvimento, profundidade e carisma. Costumo dizer que na maioria das vezes os antagonistas são mais interessantes e envolventes que os heróis, porém, infelizmente esse não foi o caso.

Falando dos novos personagens, destaco a atuação de Ezra Miller. O ator esbanjou carisma, bom humor e nos divertiu e arrancou risadas nas mais de duas horas de filme. O personagem representa o público em tela, ao se emocionar e ficar empolgado com a bat-caverna, a Mulher-Maravilha e toda a aventura da trama. Nos identificamos com ele. Se o personagem já rouba a cena, imagina o que ele fará no filme solo? Mal posso esperar!

Ray Fischer nos entrega um Ciborgue sombrio e sério, o que destoa do personagem brincalhão das telinhas. O ator protagoniza bons momentos e o seu personagem tem potencial para ser explorado e desenvolvido nos próximos filmes. Já o Aquaman de Jason Momoa decepciona um pouco. Com exceção de uma cena divertida, os melhores momentos do Rei dos Mares estão presentes no trailer. Esperava mais do ator e do personagem, agora é aguardar o longa solo que chega aos cinemas em 2018.

Não sei você, mas eu gosto do Ben Affleck como Batman. Diferente do filme anterior, o personagem está mais leve, menos dramático, mas sem perder a essência do Homem Morcego. Ele ainda é o líder, o cara que organiza, junta tudo, faz os planos e não mede esforços para salvar o planeta custe o que custar. Aguardo ansiosamente pelo filme solo do personagem que terá Joe Manganiello como Slade Wilson, o Deathstroke.

Henry Cavill nasceu para ser o Superman. O ator tem todos os atributos do Homem de Aço e novamente reprisa o papel com muita qualidade. Já disse uma vez o quão difícil é explorar esse personagem em tela. Kal-El é um Deus entre os homens e colocar isso no filme de uma maneira que ele não se torne onipotente, onipresente, imbatível (como foi o caso do Doutor Manhattan em Watchmen) e ofusque o resto da equipe, é uma tarefa muito difícil. Contudo, achei que o personagem foi muito bem trabalhado e cumpriu o seu propósito dentro da trama.

O que podemos falar de Gal Gadot? Novamente a princesa amazona brilha, encanta e nos deixa de boca aberta com a sua beleza e carisma. Arrisco a dizer que hoje a Mulher-Maravilha é maior do que a Liga da Justiça. A atriz casou tão bem com o papel, que todos os momentos que ela aparece são incríveis. Poderosa, imponente, sexy e impressionante. Gal nasceu para ser a Mulher-Maravilha.

Depois de todos esses argumentos, concluo que a Liga da Justiça é um excelente pontapé inicial para um caminho de muito sucesso e produções acertadas que virão por ai. Parabéns Warner Bros. Pictures por ter colocado a história nos trilhos e muito obrigado por nos presentear com um filme digno da grandeza desses personagens.

Só um aviso, o filme tem duas cenas pós-créditos, fique até o final!

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