2ª temporada de Stranger Things

Na sexta-feira (27) a Netflix disponibilizou os nove episódios da 2ª temporada de Stranger Things. Fique tranquilo essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, a temporada foi boa?

Stranger Things conseguiu quebrar o famoso taboo de “a continuação nunca tão boa”. Iniciando sua trama 1 ano depois da Eleven derrotar o Demogorgon e Will voltar pra casa, a série retorna mais madura, concisa, esbanjando carisma e com uma pegada mais sombria.

Só tenho elogios para a 2ª temporada de Stranger Things e já adianto a vocês que gostei muito mais do que o primeiro ano. Talvez esse sentimento se dê pelo fato da 1ª temporada ser uma completa novidade e eu não ter nenhum apego emocional ou laço com a obra. Porém, tenho que considerar que realmente o novo ano veio mais parrudo e melhor estabelecido e desenvolvido.

Quando falo de segurança e maturidade, isso é válido para os atores, o roteiro, os efeitos e a proposta da série. Tudo foi tão bem amarrado e construído em tela, que deixou a 2ª temporada foi muito mais gostosa de assistir e maratonar. A história fluiu sem percebermos que o tempo estava passando. O sentimento ao final do nono episódio foi de: ué, mais já acabou? Quero mais! Pois é, isso é um forte indicativo de que a coisa deu certo e foi bem feita.

Ao contrário da temporada passada, o ator Noah Schnapp teve tempo de mostrar que Will vai muito além de um menino assustado e que precisa ser resgatado. O menino esbanjou talento e qualidade na atuação na maioria de suas cenas. Afirmo sem medo de estar exagerando que ele foi o grande nome e destaque do segundo ano. Que show! Quero vê-lo em outras produções e crescendo no cinema. Fiquem ligados nesse menino!

Winona Ryder novamente brilhou no papel de Joyce e nos encantou e impressionou com sua entrega. Ela retorna como uma mãe preocupada, super protetora e beirando a paranoia. Contudo, sua coragem, astúcia e determinação para salvar as pessoas que ela ama, cresceram mais ainda. A personagem é uma verdadeira guerreira!

Millie Bobby Brown retorna com a tão amada Eleven. A personagem é queridinha do público e uma das mais carismáticas da série, principalmente quando a vemos interagir com Mike (Finn Wolfhard). Juntos eles forma o casal teen mais fofo da TV mundial. Contudo, esse não foi o ano desses dois. A participação dos personagens foi importante, mas não teve o mesmo peso e relevância do ano anterior. Ao meu ver eles entregaram o famoso “arroz com feijão”. Não teve nada diferente do que já vimos no passado.

Stranger Things tem um elenco de muita qualidade e chega até ser injusto não mencionar os demais atores. Para não passar batido, quero registrar que amei o arco e atuação do policial Hooper (David Harbour), a dupla Dustin (Gaten Matarazzo) e Steve (Joe Keery), a química entre Lucas (Caleb McLaughlin) e Max (Sadie Sink) e por fim, a reviravolta entre Nancy (Natalia Dyer) e Jonathan (Charlie Heaton).

Mesmo o monstro gigante sendo uma novidade, confesso que fiquei um pouco frustrado com a entrega. Esperava mais. Gostaria de ver realmente aquele bicho gigante invadir a cidade de Hawkins, mas, tive que me contentar com os mini Demogorgon. Ponto negativo pro segundo ano.

Não sei vocês, mas ao final da 2ª temporada tive a sensação de que a história teve um final perfeito. Tudo se encaixou. Já temos a 3ª temporada confirmada, contudo, se parasse por ai não teria problema nenhum. Stranger Things retorna com muita qualidade e entrega uma temporada gostosa de maratonar. Se você ainda não viu, corra e não perca tempo, o mundo invertido está de volta!