Thor: Ragnarok

Amanhã (26) chega aos cinemas o novo filme do Deus do Trovão, Thor: Ragnarok. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

Thor: Ragnarok traz para as telas a adaptação do apocalipse nórdico de uma maneira engraçada, colorida e repleta de ação. O longa ainda serve para introduzir dois novos vilões, Hela e Surtur, e por fim, adapta de uma forma bem simplista o famoso arco do Planeta Hulk.

É quase unânime a falta de empolgação do público com as histórias do Thor contatas no cinema. A Marvel optou por estabelecer o icônico personagem de um jeito leve, cômico e distanciando-o de suas verdadeiras características nos quadrinhos. O resultado dessa adaptação foi um Deus do Trovão piadista e bobalhão, que acaba sendo ofuscado pelo talento de Tom Hiddleston que a entrega um Loki carismático e super divertido.

Depois de dois filmes bem medianos, o estúdio resolveu apostar no pouco experiente Taika Waititi para dirigir a nova aventura. Sem inventar e aproveitando a fórmula de sucesso de Guardiões da Galáxia, o diretor abraçou o humor e entregou um filme colorido, cheio de efeitos especiais fantásticos e com uma história leve e bem divertida. Não tenha grandes expectativas para Thor: Ragnarok, você não encontrar nada do além do que já foi descrito acima. O longa cumpre a função de entregar o apocalipse nórdico para os fãs, com o selo Marvel de diversão e leveza em sua trama.

Chris Hemsworth abraça a ideia de não levar a história a sério e passa a maior parte do tempo fazendo brincadeiras e piadinhas com o seu personagem e com a história. Tudo é muito leve, porém fluido e eficiente. O ator mantém o nível das entregas anteriores. O grande destaque acontece através da sua interação com outros personagens como Hulk e Loki. A química entre essas duplas é bem interessante e rende momentos divertidos e até emocionantes no filme.

Quando o assunto são os vilões, a Marvel sempre deixa a desejar. E isso é um pena, pois o universo dos quadrinhos está recheado de antagonistas que são mal aproveitados ou pouco desenvolvidos em tela. Outra coisa que é muito frustrante em relação ao estúdio, é o fato dos trailers não condizerem com a entrega final do filme. Ou você vai me dizer que também não se sentiu enganado em Vingadores: A Era de Ultron? Pois é! A Casa das Ideias é especialista em apresentar um tom que não faz jus a entrega final. Pegando esse gancho, quero dizer que esperava mais da Hela (Cate Blanchett). A Deusa da Morte tem um visual deslumbrante, uma presença incrível, mas uma participação muito curta no longa. Sua história é deixada de lado para contar o arco do Planeta Hulk, que tem o cômico Grão-Mestre (Jeff Goldblum) como vilão. Uma pena! A personagem tem peso suficiente para carregar um filme inteiro.

Surtur (Clancy Brown) é outra novidade que abrilhanta os efeitos visuais do longa. Ver o demônio de fogo é algo impressionante e digno de uma tela IMAX. Contudo, o personagem não foi desenvolvido e pouco fez dentro da trama.

Ainda sobre novidades, a Valquíria (Tessa Thompson) é outra cara nova no elenco. A sensação que tenho é que a personagem foi escalada só para substituir a Lady Sif (Jaime Alexander). Precisava? Não! Mas já que ela está no filme, podiam ter gastado alguns minutos para apresentá-la melhor.

A versão falante e piadista do Hulk nos entregou a melhor versão do personagem até hoje apresentada no cinema. Com senso de humor e uma mentalidade infantil, o Gigante Esmeralda protagoniza bons momentos no filme. Um dos pontos altos do filme é a luta entre o Deus do Trovão e o Monstro Verde. Vocês acharam justo o resultado? Depois que assistir volte para nos contar a sua opinião.

Mantenho as expectativas baixas, Thor: Ragnarok entrega o melhor filme da franquia até agora. O longa assume o lado cômico e colorido e apresenta uma aventura divertida e que merece ser vista nos cinemas. Não se esqueçam de ficar até o final da sessão, pois o longa conta com duas cenas pós-créditos.

Você está animado? Quais são as suas expectativas? Conta pra gente nos comentários!