Detroit

Na quinta-feira, dia 12, chega aos cinemas, Detroit, um filme baseado numa história real. Fique tranquilo que essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

Detroit traz para as telas um triste retrato de uma época na qual os negros americanos resolveram se rebelar contra a opressão dos brancos. O longa tem personagens e histórias baseadas em casos reais, trazendo em seus créditos finais imagens das pessoas.

O racismo, preconceito e qualquer tipo de discriminação é um absurdo que mancha a história da humanidade. É completamente inconcebível os vários tipos de atrocidades que o ser humano já fez para o seu próximo. Falta amor, união e acima de tudo, enxergar as pessoas pelo que elas são e não pela cor da pele ou orientação sexual. Rezo e torço pelo dia que a sociedade seja assim.

Detroit é um soco no seu estômago e aquele típico filme que te deixa preso na cadeira do começo ao fim. Você sente raiva, tristeza e faltar de ar com tanta crueldade e selvageria que é mostrada em tela. O que intensifica esses sentimentos é o fato de sabermos que situações como essa ou até outras muito piores realmente aconteceram.

Analisando com o olhar cinematográfico, Detroit tem um excelente antagonista e que brilha e se destaca do começo ao fim. O ator Will Poulter entrega um policial branco complemente sem escrúpulos. Seu olhar distorcido da realidade e falta de humanidade o tornam um tremendo filha da mãe. A atuação foi marcante, intensa e se destaca em relação ao restante do elenco. Baita ator!

John Boyega faz parte do elenco, mas não corresponde às nossas expectativas enquanto fãs do seu trabalho. O roteiro o deixou apagado na história, mesmo ele participando do arco central da trama. Faltou desenvolvimento e tempo em tela.

O elenco como um todo fez um excelente trabalho. Destaco as atuações das atrizes Kaitlyn Dever Hannah Murray e os atores Jacob Latimore Algee Smith. Juntos eles protagonizaram os momentos mais angustiantes e revoltantes da história.

Outro elenco bacana apresentado em Detroit foi à musicalidade de seus personagens e principalmente do negro americano. Cheio de gingado, talento e desenvoltura, o longa faz uma retrospectiva a uma época onde os grupos vocais se formavam e ganhavam fama nas casas noturnas. Em contrapartida, o filme também retrata mesmo que de forma breve, o coro das igrejas americanas. São duas vertentes da musicalidade afro-americana.

Com mais de duas horas de duração, o longa consegue se interessante na maior parte do tempo. Perto do final do filme a história cai de ritmo e se arrasta até o fim. Talvez se o roteiro tivesse utilizado esse tempo para desenvolver melhor alguns personagens no início da trama, não saíssemos com essa sensação ao término da sessão.

De modo geral, Detroit é um filme muito bom e que vale ser visto nos cinemas. Prepara-se para se revoltar com os absurdos que são mostrados e sair do cinema amando odiar o vilão da história.

Detroit em Rebelião estreia no 12 de outubro.

Depois que assistir volte pra nos contar o que achou, ok?