Nova York Comic Con

Afinal, a Nova York Comic Con é boa?

Depois de participar de todas as CCXPs que tivemos em São Paulo e aterrizar em Recife para cobrir a edição Tour Nordeste, estava na hora de conferir como era o evento fora do Brasil. E foi pensando nisso que fui conferir a Nova York Comic Con.

Uma Comic Con raiz!

O conceito Comic Con nasceu com o intuito de reunir os fãs de quadrinhos para trocar suas revistas, discutir seus arcos favoritos, comprar edições raras e poder estar perto do seu quadrinista ou artista favorito.

Lembrando que os Estados Unidos tem uma tradição para “Comics” muito mais forte que a nossa. No Brasil (na minha época) crescemos lendo “Turma da Mônica”, diferente de hoje que os quadrinhos de super-heróis são mais comuns nas casas.

A Nova York Comic Con é muito mais volta para as origens do evento, sendo que 80% do pavilhão é voltado para esse público.

O lado bom

Ainda que o evento seja focado em quadrinhos, algumas séries de TV estão presentes na programação. Uma das coisas mais positivas é poder entrar num painel e encontrar todo o elenco do seu programa favorito, como foi o meu caso ao me deparar com todos os atores de Gotham. Foi incrível e super acessível.

Falando de acessibilidade, entrar no painel principal da Nova York Comic Con foi muito fácil, e olha que estou falando de The Walking Dead que é uma das séries mais assistidas da atualidade. Existem filas? Existem, mas se você se programar e chegar uma hora antes, você garante um lugar no teatro.

Por estarmos nos Estados Unidos fica muito mais fácil e barato trazer um elenco completo para promover uma série ou filme. Portanto, se você está procurando encontrar o seu ator/atriz favorita, essa é a sua Comic Con.

Outra coisa muito legal é a acessibilidade que dos artistas. Em todos os painéis as perguntas do público são abertas e livre, basta você correr até o microfone que já fica posicionado perto do palco, se apresentar e fazer a sua pergunta. Na Nova York Comic Con você se sente mais próximo do artista. Ele não está ali só pra ser contemplado, ele está lá para estar perto de você.

Se você for ligeiro, também é possível tirar uma foto de graça com os atores ao final do painel. Na descida do palco alguns deles vão até os fãs abraçar, beijar, dar autógrafos e tirar fotos. Diferente do Brasil, os seguranças não precisam cercar o ator, os fãs são bem comportados.

O lado ruim

A desorganização na divulgação de informações é um ponto bem negativo da Nova York Comic Con. O app é confuso, de difícil entendimento e não deixa claro todas as atrações e convidados do evento. Por exemplo, foi uma surpresa entrar num painel e nos depararmos com o ator Charlie Cox falando sobre a sua carreira. Não estava na programação e a sensação que deu é que ele estava ali tampando um buraco.

Uma coisa ruim é o fato de o evento marcar vários painéis interessantes no mesmo horário, te fazendo escolher qual assistir. Esse foi o caso de The Gifted e as séries da Warner. Qual assistir? Sacanagem queria ter visto os dois.

Sei que em San Diego é assim, mas outra coisa ruim na Nova York Comic Con é o fato do evento não consolidar todas as atividades num só lugar. Por exemplo, o evento ficava no Javist Center, mas tínhamos painéis no Teatro do Madison Square Garden e no Hammerstein Ballroom, a alguns quarteirões do pavilhão. Poxa, por que não fazer igual a CCXP e consolidar tudo num lugar só? Particularmente acho o modelo de São Paulo melhor.

É melhor que a CCXP?

Não, não é! Se você é aquele tipo de pessoa que adora falar que o Brasil é uma porcaria e os Estados Unidos é a melhor coisa do mundo, alto lá. A Comic Con Experience é muito superior que a Nova York Comic Con em vários aspectos. Se você não acredita, vou listar abaixo os motivos que nos colocam à frente deles:

  • a organização do evento, desde a sinalização interna até a divulgação das atrações.
  • consolidamos todas as atividades num só lugar, trazendo uma experiência muito mais acessível e imersiva.
  • a disposição física dos estantes. Em Nova York tínhamos coisas espalhadas pelo pavilhão, como é o caso do Artist Alley. Já em São Paulo, existe uma área inteira pra isso.
  • A quantidade de estantes e atividades interativas dentro do evento. A Nova York Comic Con nada mais é do que um grande shopping de produtos nerds. Faltam atividades e coisas pra fazer.
  • Nossos corredores são mais largos e temos uma estrutura plana, sem sobe e desce de escadas.

Vale a pena ir?

Vale sim! Primeiro por conta da experiência e segundo pelos pontos positivos que falei acima. O amor pela cultura pop nerd não tem barreiras. Sou a favor de perseguimos essa paixão pelo mundo a fora e irmos experimentando, consumindo e conhecendo os diferentes modelos e eventos espalhados por ai.

Espero que vocês tenham gostado da cobertura. Viva a cultura nerd e até a próxima Comic Con internacional com o Nerd Break!

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