entre irmãs

No dia 12 de outubro chega aos cinemas, Entre Irmãs, o novo filme distribuído pela Sony Pictures Brasil e que é estrelado por Nanda Costa e Marjorie Estiano. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILES!

Mas afinal, o filme é bom?

Baseado no elogiado e premiado livro “A Costureira e o Cangaceiro”, de Frances de Pontes Peebles, Eentre Irmãs conta a história da corajosa Luzia (Nanda Costa), que faz a opção de seguir um violento grupo de cangaceiros, e Emília (Marjorie Estiano), a jovem que sonha com um príncipe encantado e em se mudar para a capital. Criadas para serem costureiras, essas mulheres tecerão suas próprias histórias em cenário francamente adverso à afirmação feminina. Apesar de lutas, conquistas e derrocadas, as duas irmãs separadas pela distância e pelas escolhas, sempre cultivaram uma mesma certeza: que só podiam contar uma com a outra.

Entre Irmãs é um filme que homenageia a história do Brasil, debate assuntos atuais e super importantes e ainda retrata a força e capacidade de superação das mulheres. O longa é sensível e um verdadeiro retratado do empoderamento feminino.

O caminho das irmãs se separa muito cedo na trama e elas vivem histórias completamente diferentes, mesmo que uma observe à distância a evolução da outra. Por mais que o laço entre elas seja importante, acho errôneo nomear o filme destacando uma relação que pouco é explorada. Entre Irmãs é muito mais uma jornada de superação, descobrimento, amor e amadurecimento do que familiar.

Com mais de duas horas de duração, o filme começa interessante, ganha o seu ápice na metade e tem um último ato muito arrastado e cansativo. A sensação que tenho é que caso se transformasse numa minissérie, a história seria muito melhor trabalhada e não teria oscilações na entrega. Trama certa para o formato errado.

Nanda Costa se destaca dentre o elenco. A atriz incorpora o cangaço e nos transporta para dentro dessa realidade. Sua personagem entrega a representação perfeita do que Maria Bonita já foi um dia. Uma mulher forte, guerreira e que conseguiu dobrar o cangaceiro mais temido do sertão.

Um dos pontos bem positivos da trama é a química e fluidez do elenco. Todos os núcleos e casais funcionam. A personagem de Marjorie Estiano é a que mais transita entre as histórias e tem relações marcantes. Ficamos emocionados, frustrados, apaixonados, crescemos e amadurecemos junto com ela. Por mais que a trama tenha outros personagens interessantes e importantes, é com Marjorie que nos envolvemos e apegamos a história. Seu arco evolutivo é completo e a entrega da atriz foi muito boa.

É interessante e muito pertinente a discussão e dos temas que Entre Irmãs traz em sua história. Por mais que a trama se passe no século passado, a problemática apresentada infelizmente ainda é muito atual. A forma como o longa retrata as situações é muito sensível e tocante. Não vou entrar em detalhes para você poder se surpreender.

Podemos dizer que 2017 foi o ano do cinema nacional. Que felicidade sair da sessão admirado e encantado com o trabalho dos nossos atores, roteiristas e diretores. Não deixe de assistir Entre Irmãs, o filme tem lá os seus problemas, mas vale a pena ser conferido.

Entre Irmãs estreia no dia 12 de outubro.

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