Kingsman: O Círculo Dourado

No dia 28 de setembro, chega aos cinemas Kingsman: O Círculo Dourado, longa que traz de volta os espiões mais elegantes do cinema. Fique tranquilo essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

novo trailer de O Círculo Dourado

Mas afinal, o filme é bom?

O súbito e misterioso ataque praticamente dizima a base de operação e os membros do Kingsman. Para sobreviver e vingar a morte de seus amigos, os espiões terão que se aliar aos seus “primos” americanos para descobrir quem está por trás do O Círculo Dourado.

Muitos de vocês devem estar ansiosíssimos para esse filme. O primeiro Kingsman foi um sucesso e nos encantou com seus personagens, história e cenas de ação. Porém, sempre ficamos muito atentos quando um estúdio resolve fazer uma sequência. Sabe aquela história de: o segundo não é tão bom assim? Pois é, esse é o caso, mas acalme-se, vou explicar porque.

O principal ponto negativo de Kingsman: O Círculo Dourado é a duração do filme. Com mais de duas horas, o longa te cansa e entedia em alguns momentos. Isso acontece por conta do fraco roteiro que resolveu torná-lo mais grandioso do que deveria. Um corte de meia hora a menos faria muito bem para o resultado final.

A sequência de Kingsman resolveu deliberadamente exterminar metade do elenco britânico e introduzir os primos americanos. A pergunta é, precisa disso? Ao meu ver não. O charme da franquia mora no sotaque, costumes e elegância inglesa. A trama poderia muito bem tê-los levados a América para ajudar em alguma missão ou investigação, sem perder a raiz do filme.

Ainda sobre o roteiro, a crítica social por trás do plano megalomaníaco particularmente não me tocou. Sabe aquela famosa frase: menos é mais? Talvez se a história optasse por algo mais simples e local, teria agradado mais.

Julianne Moore como vilã também não me convenceu. Faltou sal, carisma e um bom plano. Tudo bem que mais da metade da problemática da personagem se atribui ao fraco roteiro, mas mesmo assim, a presença da atriz em tela não se equiparou a qualidade da entrega de Taron Egerton e Colin Firth. Costumo dizer que para os heróis brilharem os vilões tem que se destacar, infelizmente não foi o caso.

Ainda falando sobre as caras novas no elenco, Pedro Pascal Channing Tatum também não disseram a que vieram. Enquanto o primeiro vive um personagem controverso e apático, o segundo entrega um espião caipira bem sem graça. A verdade é que a franquia deveria ter permanecido na Inglaterra.

Mesmo o novo elenco deixando a desejar, o cantor Elton John protagonizou momentos divertidos e ainda embalou a trilha sonora do filme com seus sucessos. Sua participação foi bem bacana.

Uma das melhores coisas que Kingsman: O Círculo Dourado tem são as cenas de ação. O longa dá um show com takes eletrizantes, coreografias muito bem executadas e efeitos especiais que apoiam muito bem todo o desenvolvimento da pancadaria no filme. Nesse quesito só tenho a parabenizar.

Com todos os seus problemas, Kingsman: O Círculo Dourado cumpre bem o papel de entreter. Sem uma grande história e com pontos negativos, o longa fica aquém do primeiro filme da franquia, mas serve com um blockbuster divertido e cheio de cenas que vão deixar o público de boca aberta. Se as suas expectativas estão altas, acalme-se, compre a pipoca e se divirta sem esperar muita coisa.

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