Fala Nerds! No dia 25 de agosto, estrou o Death Note da Netflix. O longa baseia-se mangá e anime homônimo Death Note lançado em 2003 por Tsugumi Ohba. Não se preocupe pois essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS, vamos lá!

Light encontra ryuk

E antes de mais nada, a pergunta que não quer calar…A adaptação ficou boa?

Como disse antes, o Death Note da Netflix baseou-se no mangá e anime de gigantesco sucesso Death Note. O mangá conta a história do adolescente Light Yagami, um estudante universitário japonês que acha um diário da morte, que tem o poder de matar qualquer pessoa que ele escreva o nome e conheça o rosto.

Em posse do caderno, Light decide livrar o mundo dos criminosos assumindo o nome de ‘Kira’. As mortes, por mais que sejam bem vistas por grande parte da sociedade mundial, atraem a atenção do detetive L., que reúne uma força-tarefa para persegui-lo.

Seu sucesso é devido ao fato de a trama ser literalmente um jogo de xadrez entre pessoas brilhantes, ao mesmo tempo que discuti uma das maiores questões éticas vividas pelas sociedades atuais: criminosos devem morrer em prol de uma sociedade melhor? Quem decide quem deve morrer e viver?

Posto isso Nerds, que lhes digo que o Death Note da Netflix pincelou algumas partes dessa trama e a deixou mais leve, menos densa. Isso, é claro, não é necessariamente bom. Para quem conhece o Death Note, aviso que houveram mudanças nas regras do livro, nomes, localidades, personalidades e até mesmo quem morre e como. Ou seja, um filme totalmente diferente da história original.

A direção realizada por Adam Wingard foi boa, mas tinha espaço para ter sido melhor. É possível ver que em determinadas cenas, faltou um direcionamento pessoal, até mesmo característico dele.

O Death Note original é uma obra sombria, que nos coloca em uma situação de tensão constante. O Death Note da Netflix ficou muito “teen” (adolescente). E isso é consequência de como foi escrito, e dirigido.

No filme o desenvolvimento da história é mais frenético do que no mangá original. Sendo possível ver isso pela própria personalidade do protagonista, Light Turner, interpretado por Natt Wolff. No filme ele é sim muito inteligente, mas não introspectivo, fechado, frio e calculista como o Light Yagami do mangá. Em suma, o trabalho dele é bom, mas, de novo, tinha espaço para ser melhor.

A atuação de Margaret Qualley foi mais memorável que a de Natt Wolff. Sua personalidade de menina problema líder de torcida trouxe para a trama toques interessantes da vida adolescente a dois tendo em mãos o livro de um deus da morte.

Lakeith Stanfield, ao interpretar o L, deixou a desejar. A interpretação foi rasa. Sim o L do mangá é um personagem que beira a loucura, mas em momento algum ele perde a cabeça. Para quem é o melhor detetive do mundo, não houve muito trabalho de detetive.

Paul NakauchiShea Whigham interpretaram bem os seus papéis, e conseguiram suportar bem os “seus filhos”. Em uma possível sequência, Shea Whigham poderia ter mais espaço.

A coroa das atuações vai para o gênio Willem Dafoe. Ele definitivamente rouba a cena. Sua voz, jeito de falar, expressões, tudo, são extremamente fiéis ao Shinigami (deus da morte) Ryuk do mangá e anime. A escolha de ator foi perfeita. Parabéns ao time de efeitos especiais. O Ryuk ficou sensacional. Eles souberam representar bem a essência e imponência do personagem.

O filme é “assistível” sim, apesar dos percalços mencionados anteriormente. Inevitavelmente haverão muitas críticas de fãs do mangá e anime (que são muitos) dado as mudanças (regras do livro, personalidades etc) que descrevi.

Para quem não conhece o Death Note original, o Death Note da Netflix será um filme pouco memorável, quando ele tinha oportunidade de ser algo grandioso e espetacular. Mas para quem já conhecia, sempre se lembrará do estigma que isso causou em possíveis adaptações futuras de outros mangás/animes.

De qualquer forma, vale a pena assistir para poder conhecer mais sobre a história.

Você que assistiu o que achou? E você que ainda não assistiu, animado? Deixem seus comentário e compartilhem!