como nossos pais

No dia 31 de agosto, chega aos cinemas Como Nossos Pais, longa estrelado por Maria Ribeiro, Paulinho Vilhena e conta com a direção de Laís Bodanzky. Fique tranquilo essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

Como Nossos Pais conta a história de Rosa (Maria Ribeiro), uma mulher que vê a sua vida se transformar a partir de uma revelação feita pela mãe. A partir desse momento, ela passa a fazer várias descobertas que a vão mudando no decorrer da trama.

Escrito e dirigido por Laís Bodanzky, Como Nossos Pais deveria se chamar Cotidiano de um Casal Moderno por conta de tamanha afinidade que o roteiro tem com os dias atuais. De forma simples e sensível, o longa aborda temas como: o redescobrimento do indivíduo, o papel da mulher no lar, a relação entre esposa e marido, a relação entre pais e filhos, a liberdade de sonhar e sermos o que queremos e acima de tudo, a capacidade que o ser humano tem de se reinventar.

A principio parece complexo, mas na realidade não é. Como Nossos Pais é um filme que faz o público se identificar do começo ao fim com a história, seja pela trama como um todo ou por alguns dos arcos da protagonista. Tudo é muito atual e real, além de refletir o dia-a-dia das pessoas, principalmente o das mulheres.

Maria Ribeiro representa as mulheres de hoje em dia. Além de cuidar da casa, dos filhos, do marido, ela ainda trabalha, dá atenção para os pais e tenta ser ela mesma em meio a tantos afazeres. O roteiro critica esse modelo sufocante na qual a mulher se desdobra em mil pedaços para atender a todos e acaba deixando a si mesma de lado. Já faz muito tempo que as super-mulheres existem, mas infelizmente elas só começaram a ser reconhecidas recentemente. Laís Bodanzky conseguiu retratar muito bem através de detalhes sutis a transição da personagem. Prestem atenção nas cenas da Rosa, existe um significado por de trás de cada uma.

Paulinho Vilhena vive Dado, um homem moderno, intelectual, mas ao mesmo tempo retrógrado. Há tempos o conceito familiar que existia na época da minha avó mudou. Hoje as mulheres trabalham e ganham a vida como muitos homens. E em alguns casos os papéis até se inverteram. O ator dá vida a um personagem que vive ao lado de uma super-heroína, mas que só se dá conta disso a partir do momento em que ela começa a se empoderar. É legal ver a dinâmica entre eles. A química é muito boa e fluida. Ao mesmo tempo que torcemos pelo casal, ficamos ao lado de Rosa e essa dualidade de sentimentos torna a trama interessante. É bacana ver como o roteiro faz Dado tomar consciência da importância de sua parceira com o desenrolar da história.

Além das mulheres, muitos casais vão se identificar com Como Nossos Pais. O conceito do amor, das relações e do casal em si, são discutidos no decorrer da trama e refletem os dias de hoje. O longa é muito atual. O nosso cotidiano é tão alucinante e corrido que muitas vezes deixamos de olhar para os detalhes, o que prejudica muito a relação a dois.

É engraçado que a questão familiar que dá nome ao filme, foi a coisa que menos me chamou atenção na trama. Como Nossos Pais trata a relação entre pais e filhos, mas as mensagens vão além desse simples item. A narrativa é muito mais profunda.

Novamente o cinema nacional nos presenteia com um filme que merece ser visto. A história de Como Nossos Pais ultrapassa as fronteiras do Brasil e traz mensagens universais e modernas. Esse longa é mais um forte candidato a nos representar no Oscar 2018. Não deixe de conferir, você não vai se arrepender.

Como Nossos Pais chega aos cinemas no dia 31 de agosto.

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