1ª temporada de Os Defensores

Ontem (18) entrou no catálogo da Netflix a 1ª temporada de Os Defensores, a série que reúne o Demolidor, a Jessica Jones, o Luke Cage e o Punho de Ferro. Essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

trailer de Os Defensores

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Mas afinal, a 1ª temporada de Os Defensores foi boa?

A 1ª temporada de Os Defensores finalmente ligou todo o universo da Marvel criado nas séries da Netflix. A forma como o roteiro foi conectando as tramas e os personagens foi muito boa e sútil. E estava na hora de vermos os quatro lutando lado a lado para salvar Nova York de uma velha ameaça conhecida, o Tentáculo.

Caso você tenha perdido alguma das séries solos, vale a pena assistir antes de começar Os Defensores, mas se a sua ansiedade for muito grande, não tem problema, você vai se situando durante os oito episódios de Os Defensores.

Foi muito boa a forma como os heróis dividiram a tela durante a série. É sempre um grande desafio trabalhar com um elenco grande, talentoso e dar espaço para cada um brilhar. O roteiro soube conduzir o encontro e dividir a trama de forma equilibrada, na qual pudemos ver um pouquinho de cada uma das personalidades sendo levada para o grupo que se formava.

Como qualquer outro grupo de super-heróis, Os Defensores repetiram a velha dinâmica: primeiro ninguém quer se envolver e preferem trabalhar sozinhos, depois eles brigam entre si e escondem coisas um do outro e por fim, aceitam que só vão conseguir enfrentar a ameaça se cooperarem e trabalharem juntos. A fórmula é clássica, mas que trouxe um resultado interessante para a tela.

Ainda falando sobre a dinâmica, preciso confessar que não gosto da série solo do Luke Cage e do Punho de Ferro, porém, quando estão reunidos em tela os defeitos e pontos fracos de cada um são suprimidos pela qualidade dos companheiro, o que faz com que eles se completem. Os Defensores é um grupo que funciona muito bem e é a super-equipe que os fãs tanto aguardavam.

Falando um pouco da ameaça da 1ª temporada de Os Defensores, Sigourney Weaver teve uma participação ok. Ela não se destaca, mas também não compromete. O Tentáculo deu o que tinha que dar. Já nos deparamos com essa organização e seus membros há algum tempo, portanto, não empolgou. Foi mais do mesmo, com o acréscimo de uma Elektra assassina de verdade. Dentro de todo o universo da Marvel da Netflix, Wilson Fisk e Kilgrave são os grandes nomes quando falamos de antagonistas.

Como foi gravada logo na sequência da 1ª temporada do Punho de Ferro, as coreografias de luta de Os Defensores não chega aos pés da 1ª temporada do Demolidor, mas não compromete a ação. Além da clássica cena do corredor (que não é a melhor do universo Marvel + Netflix), a série entrega vários outros momentos onde a ação é muito bem colocada em tela. São várias pessoas lutando ao mesmo tempo e cada um dos heróis consegue um espaço para mostrar as suas habilidades.

Outra coisa bem legal de ver em tela, foi o encontro entre o elenco secundário das séries. Trish e Malcolm interagindo com Karen, Foggy, Collen com a Misty Knight (que por sinal caminha para ficar cada vez mais parecida com os quadrinhos), trouxe a sensação de que todos são uma grande família. Torço para que os vejamos juntos mais vezes nas próximas temporadas.

O primeiro ano dos Defensores agradou e concluiu uma jornada iniciada com a série do Demolidor. Depois desses anos a Netflix já entendeu o que funciona, o que não funciona, o que precisa melhorar e ser mantido. Que comece a nova fase. A parceira entre esses dois gigantes do entretenimento deve nos presentear com grandes séries nos próximos anos. Vamos aguardar pra ver!