No dia 24 de agosto, chega aos cinemas o novo longa distribuído pela Paris Filmes, O Castelo de Vidro. Fique tranquilo que essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

Estrelado por Woody Harrelson, Naomi Watts e Brie Larson, o longa é baseado no livro de Jeannette Walls e narra história de sua família. Os Walls viveram na miséria, passaram por diversas dificuldades e carregaram consigo série de traumas e momentos conturbados no decorrer dos anos, mas acima de tudo se mantiveram unidos.

Pela pequena sinopse acima você já pôde perceber que O Castelo de Vidro se trata de um drama. Por de trás de todo o sofrimento e dificuldades que os Walls passaram, havia o amor, a simplicidade e a vontade de sonhar e ser livre. Uma das frases mais marcantes do longa é: “não é possível respirar quando se está afundando na merda”. Por mais simples e rude que seja, a frase é reflexo da vida que eles viveram e de tudo o que eles passaram até conseguir sair da merda.

Independente das inúmeras dificuldades e atribulações que a vida nos apresenta, O Castelo de Vidro nos mostra que não devemos desistir de lutar, sonhar e correr atrás daquilo que desejamos. Outro ponto interessante é que não podemos nos esquecer de onde viemos, quem nós somos e a importância da família na nossa vida.

Quero destacar a atuação impecável de Woody Harrelson. O ator viveu Rex Walls, um pai que fez tudo o que estava ao seu alcance para manter a família unida. Mesmo carregando consigo vários traumas e o vício da bebida, ele nunca deixou de amar e lutar por seus filhos. Em vários momentos ele me emocionou. Mesmo sendo bronco, ignorante e até cruel, por de trás de toda essa ignorância e jeito xucro, havia um homem sábio e cheio de amor para dar. Essa foi uma das melhores atuações de toda a sua carreira e ele merecia uma indicação ao Oscar por conta desse papel.

Pouco tenho a dizer sobre a participação de Naomi Watts no filme. A atriz entrega uma atuação satisfatória, mas não tem grande destaque dentro da trama. Sua personagem apoia muito bem a relação entre pai e filha (Rex e Jeannette) que são o verdadeiro enfoque.

Falando em Jeannette Walls, preciso parabenizar o excelente trabalho de casting (escalação de elenco) que fizeram nesse filme. As três versões da personagem são marcantes, sensíveis e emocionantes. Começamos com a doçura, inocência e pureza da pequena Chandler Head. O diálogo na fogueira entre ela e Woody Harrelson é lindo. Já na fase pré-adolescente/adolescente, Ella Anderson mostra a força e garra da personagem. Destaco o momento em que ela reúne os irmãos e fala: “nós só vamos conseguir sair dessa juntos“. Ou durante qualquer uma das crises alcoólicas do pai. Que menina talentosa, adorei. Já na fase adulta, Brie Larson nos mostra as consequências dessa vida traumática, cheia de altos e baixos e sufocante. Levou anos para a personagem conseguir se libertar desse mundo desestruturado e turbulento, mas ela venceu. É interessante o contraponto que a trama (baseada na vida) nos traz nessa hora. Tudo o que ela sempre quis foi ser livre da realidade triste em que vivia, mas quando finalmente conseguiu se desvencilhar daquilo, ela percebeu que não poderia longe deles. Por mais desfuncional que fosse, eles ainda eram a sua família.

Fico imaginando quantas e quantas pessoas vão se identificar com a drama do filme. Não por conta dos detalhes em si, mas pelos problemas de relacionamento com pai e mãe que muitos enfrentam. Vale a reflexão em relação as diferenças x o sentimento. Nunca se esqueça de que por mais estranha ou conturbada seja a sua família, não vale a pena se separar deles. As diferenças foram feitas para serem respeitas e aceitas. Os traumas para serem tratados e ajudados. E a família foi feita para ser um reflexo do amor e a união. Essa foi a mensagem central que carreguei do filme.

Em resumo, O Castelo de Vidro é uma produção sensível, real, tocante e reflexiva. Ame a sua família, lute pelos seus sonhos e liberdade e seja feliz todos os dias da sua vida. Vale muito a pena conferir esse filme nos cinemas e de quebra ler a obra na qual o longa foi inspirado.

O Castelo de Vidro estreia no dia 24 de agosto.

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