No dia 10 de agosto, chega aos cinemas o novo filme do diretor Luc Besson, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Fique tranquilo que essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é um longa baseado numa HQ francesa e que serviu de inspiração para George Lucas criar Star Wars. A aventura espacial conta a história do Major Valerian (Dane DeHaan) e sua parceira Laureline (Cara Delevingne) na tentativa de proteger Alpha, a Cidade dos Mil Planetas, de uma ameaça.

O longa é um prato cheio para os fãs de ficção científica, adaptações de quadrinhos e do trabalho de Luc Besson. O visionário diretor usou a HQ como base e trouxe toda sua experiência em trabalhos memoráveis como O Quinto Elemento para contar a história de Valerian, mas não nos entregou a mesma qualidade.

Um show de efeitos especiais, o longa foi feito para uma sala IMAX 3D onde você poderá desfrutar de toda a beleza desse universo. É impressionante a quantidade de detalhes, cenários e criaturas feitas para esse filme. Sem dúvidas esse é um dos pontos fortes da produção.

Falando um pouco do elenco, Dane DeHaan já fez de tudo um pouco em sua carreira. Ele vive o protagonista do filme, mas não convence. Sua atuação é apática, sem sal e não empolga. A cara de cansado do ator reflete a nossa sensação ao vê-lo em tela.

Antes de falar dela, confesso a vocês que sempre achei Cara Delevingne sexy, mas uma péssima atriz. E por incrível que pareça (atribuo o mérito também a direção), ela foi a personagem que mais me cativou na história. Cara não está só sexy e marrenta. Sua atuação ofuscou o protagonista em alguns momentos (mesmo ela tendo que constantemente gritar: Valerian) e até me encantou. Reconheço o esforço e a melhora. Se continuar assim, ela até tem um futuro nos cinemas.

Achei interessante e ousado trazer uma história desconhecida do grande público e não apresentar a origem de nenhum personagem. Luc foi direto ao ponto e partiu do pressuposto de que Valerian já estava estabelecido. Admiro a ideia. Porém, um dos problemas do filme é o roteiro fraco e raso. A “ameaça” serve para nos ensinar uma lição sobre humanidade e perdão e em momento algum sentimos o perigo em tela. Não há contra o que lutar, bastava um alinhamento para tudo ser resolvido. São mais de duas horas (poderia/deveria ser mais curto) de cenas de ação, uma paleta de cores vibrantes que contrastam com esse universo fantástico criado e sem o longa engrenar.

Outro ponto negativo e ai atribuo esse a Dane, é a falta de química do casal. Cara é sempre sexy, mas a necessidade de colocá-la em segundo plano (mesmo ela se destacando) para fazer o protagonista brilhar, acaba com qualquer química entre eles.

No geral, vale a pena assistir Valerian e a Cidade dos Mil Planetas pelos efeitos e por ser algo novo em relação a tudo o que já vimos hoje em dia. Torço para que o longa tenha uma continuidade e que assim Luc possa corrigir os problemas e entregar um filme memorável como outros de sua carreira.