o estranho que nós amamos

No dia 10 de agosto, chega aos cinemas o novo filme da diretora Sofia Coppola, O Estranho Que Nós Amamos. Fica tranquilo que essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

O Estranho Que Nós Amamos é um remake de um filme homônimo de 1971 e se passa durante a guerra civil americana e conta a história de sete mulheres que estavam abrigadas num colégio. Tudo ia bem até que elas encontram um soldado inimigo ferido na floresta e resolvem cuidar dele. A presença do homem trouxe uma tensão sexual na casa, fazendo com que todas as moradas passassem a agir de forma estranha e competir pela atenção do convidado inusitado.

Vamos começar falando do elenco. Dentre as sete mulheres, temos grandes nomes do cinema como Nicole Kidman, Kirsten Dunst e Elle Fanning. Que belas atrizes, não é mesmo? Colin Farrell vive o soldado ferido pela qual todas ficam de queixo caído (é de se compreender). Mas, e ai esse elenco entrega um bom filme?

Confesso pra vocês que a primeira uma hora de O Estranho Que Nós Amamos é bem parada. Tudo acontece de forma lenta (o que faz sentido dentro da trama), e a tensão entre cada um ali vai sendo desenvolvida cena após cena. É impressionante (e chega a ser irritante) como todas as mulheres (sem exceção) ficam apaixonadas por ele. Desde a mais nova até a mais velha. Todas tentam chamar sua atenção de alguma maneira (e isso irrita).

O personagem de Farrell é misterioso e isso nos intriga. Você não sabe se ele está fingindo ser bom ou se está se aproveitando da situação (na real é um pouco dos dois), e isso é bacana. A história te prende nesse ponto. O que vai acontecer? Ele vai ficar com alguma delas? Qual? As outras vão brigar com a escolhida? Ele vai dar um golpe e dominar toda a casa? O que vai acontecer? São essas as perguntas que te prender no filme (por mais que ele seja parado no começo).

É interessante ver as dicas (mesmo que sutis) que o roteiro te dá no decorrer da trama (prestem atenção nos detalhes e principalmente nas frases das personagens). Todas elas se culminam na reviravolta que acontece perto do final do filme. Não vou contar o que é para não estragar a sua experiência.

Sofia Coppola fez um bom trabalho como diretora. Ela soube distribuir bem o espaço entre cada personagem e desenvolveu os arcos que faziam mais sentido dentro da história. Falando um pouco do elenco, Nicole Kidman e Kirsten Dunst são as que se destacam (na minha opinião). Cada uma mostra um tipo de mulher e reação diante dessa situação um tanto quando bizarra.

Outro ponto bacana foi a escolha das cores utilizadas no filme. Tudo é muito frio, tem tons escuros e que remetessem a melancolia da guerra. Com a chegada do soldado as cores ganharam vida, os vestidos brilhavam juntamente com os brincos. Muito legal prestar atenção na transição desses detalhes.

Concluindo, o longa é bem parado na primeira uma hora, mas tem uma construção e resolução interessante entre os personagens. Vale a pena conferir se você é fã do trabalho da diretora do filme. E lembrem-se: “uma mulher com uma arma na mão é mais perigosa do que um homem”.

O Estranho Que Nós Amamos chega aos cinemas no dia 10 de agosto.

Você está empolgado para esse filme? Quais são as suas expectativas? Conta pra gente!