O primeiro filme baseado em fatos históricos do diretor Christopher Nolan, Dunkirk, estreia daqui nessa quinta (27) e irá mostrar um lado nunca visto da Segunda Guerra Mundial nos cinemas. Fica sossegado que essa crítica NÃO TEM SPOILERS.

Dunkirk

Mas fala aí, o filme é bom?

Dunkirk fala da batalha de Dunkerque, uma pequena cidade no litoral norte da França, onde centenas de milhares de soldados aliados ficaram presos, cercados de alemães por todos os lados, inclusive até por cima. Essa batalha aconteceu de verdade, e é um dos eventos que deu origem a expressão “Espírito de Dunkerque”, que remete ao espírito de comunidade dos britânicos.

Christopher Nolan é conhecido por dirigir filmes marcantes da história do cinema recente. Entre seus maiores sucessos, se encontram a trilogia O Cavaleiro das Trevas, A Origem e Interestelar. Felizmente, Dunkirk pode se encontrar nessa lista daqui para frente.

Temos 3 focos ao longo do filme, a praia, o céu e o barco. Cada um desses focos tem personagens que estão afetando, ou sendo afetados pela guerra. Na praia, acompanhamos um grupo de soldados em constante mudança, com o objetivo de fugir da batalha. No barco, o dono de uma embarcação de lazer leva conhecidos para oferecer ajuda aos soldados. No ar, um esquadrão de caças britânicos fazem de seu melhor para cessar os bombardeios alemães.

A maneira que esses 3 pontos de foco se casam é ótima. A troca entre os pontos também serve para demarcar um ritmo, onde vemos os caças engajando em combate com bombardeiros, enquanto esses causam a maior discórdia o possível para aqueles que estão na praia. Isso tudo, enquanto o barco segue em direção a praia. Dessa forma, temos momentos de ataques a praia, retaliação dos caças e um breve fôlego com os tripulantes do barco analisando a situação da cidade.

O elenco faz um ótimo trabalho no filme. Um dos pilotos de caça é interpretado por Tom Hardy, enquanto Cillian Murphy faz o papel de um sobrevivente desolado e traumatizado. Mark Rylance é o dono do barco civil e Kenneth Branagh um comandante da marinha, operando a praia para evacuação. Fora esses atores, o resto do elenco é relativamente desconhecido e jovem, algo que acaba servindo bem para o contexto do longa. O ex-membro da banda One Direction Harry Styles se encontra nesse meio e sua performance não é nada mal.

A trilha sonora, composta por Hans Zimmer, mesmo compositor da marcante trilha de Interestelar não desaponta. E boa parte do medo desconcertante e recorrente que sentimos por quase todo o filme é por causa da música que ouvimos.

A fotografia é impecável, e quase todo quadro filme pode ser usado como um papel de parede. Falando em imagem, Nolan utiliza a tecnologia atual para seu melhor efeito. As cenas de barcos afundando, soldados se desesperando e explosões ganham mais força e impacto com a tecnologia IMAX e com os aparelhos disponíveis.

Em suma, Dunkirk para mim se encaixa no nicho de ótimos filmes de guerra que temos. O soldado Ryan nos mostrou a determinação da infantaria, Chris Kyle deixou sua marca na história de franco-atiradores e a praia de Dunkerque marca a importância da marinha e força aérea de uma forma nunca antes vista. Veja na maior tela possível, pois Nolan não fabricou apenas um filme, mas sim uma experiência.

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