Ontem (14) a Netflix lançou seu novo filme original chamado O Mínimo Para Viver. O longa é estrelado por Lily Collins e Keanu Reeves. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS.

Mas afinal, o filme é bom?

O Mínimo Para Viver conta a história de Ellen (Lily Collins) uma menina anoréxica que tenta de todas as maneiras ser salva por sua família, até que seu caminho de se cruza com o do Dr. William Beckham (Keanu Reeves), que utiliza uma abordagem diferente para tratar a doença.

Depois de Okja, a Netflix investe suas fichas em outro tema sério e que precisa da nossa atenção. O título original do filme, “To The Bone” ou “Até o Osso”, faz um alerta e já inícia a crítica que a história deseja passar. Particularmente acho que deveriam ter utilizado a tradução ao pé da letra, principalmente aqui no Brasil.

Na realidade em que vivemos nos dias de hoje na qual a estética é cada vez mais valorizada e priorizada pela pessoas, O Mínimo Para Viver chega para trazer um alerta. Dia após dia vemos essas blogueiras fitness influenciando pessoas e vendendo uma realidade que só é bonita nas fotos. Ser saudável é importante, mas tudo na vida tem limites e precisa ser feito com responsabilidade e consciência.

Com base nessa crítica aos padrões estéticos atuais que a Netflix resolveu mostrar através de cenas chocantes, a realidade de pessoas que enfrentam essa triste doença. Pegar uma atriz que já magra por natureza e emagrecê-la mais ainda, foi algo agoniante de se ver.

A atuação de Lily Collins impressiona em alguns momentos. Ver a jornada da personagem até o fundo do poço é algo triste e nos faz repensar muitas coisas em nossa vida e com relação ao nosso corpo.

Keanu Reeves tem um papel coadjuvante na trama, porém, os momentos em que ele e Lily estão juntos em cena são muito bons. Os diálogos de seu personagem e a forma como ele trata a doença servem de impulso a seus pacientes. Ele utiliza da psicologia e joga com a visão que o doente tem de si mesmo, fazendo-os olhar para si e buscar a vontade de viver e melhorar.

Com o desenrolar da trama você vai se envolvendo com a personagem, sentindo a dor e desespero da família e passa a torcer para que ela coma, dê uma garfada ou ao mês não vomite o que acabou de ingerir. Esperava um final diferente e melhor desenvolvido, mas tudo bem, a mensagem central foi muito bem passada.

O Mínimo Para Viver já está disponível na Netflix e é um filme que merece ser visto. Assistam não com o olhar de pena e dó dessas pessoas. Tomem consciência do quão bonitos e abençoados vocês são e prezem por uma vida saudável e equilibrada. Tirem toda e qualquer pressão de cima se seus corpos e sejam felizes.

Você gostou do filme? Conta pra gente nos comentários.