em ritmo de fuga

Anote na sua agenda: no dia 27 desse mês, chega aos cinemas o novo filme da Sony Pictures, Em Ritmo de Fuga. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

O longa conta a história de Baby (Ansel Elgort) um jovem inteligente que ganha a vida como piloto de fuga. Por conta de um problema auditivo, ele usa o ritmo das músicas para guia-lo durante as perseguições. Durante a sua jornada, ele enfrentará os perigos e riscos da vida do crime.

Dirigido por Edgar Wright e com um elenco repleto de estrelas, Em Ritmo de Fuga traz um excelente equilíbrio entre ação, comédia e romance. Atrelado a sua musicalidade que é um dos pontos altos do filme, o longa usa e abusa da velocidade e cenas eletrizantes.

Começando pelo protagonista, Baby, quero destacar a qualidade da entrega de Ansel Elgort. O ator tem uma carreira promissora pela frente e esbanja carisma em tela. Você se envolve com o personagem logo nos primeiros minutos do filme. Ele consegue te cativar e divertir com seus números musicais e ao mesmo tempo te sensibiliza com a ternura, gentileza e amor com que ele trata o pai, Debora (Lily James) e se lembra da mãe.

Mesmo com um elenco repleto de estrelas e nomes de peso do cinema, o roteiro de Em Ritmo de Fuga foi feito para destacar o protagonista. Jamie Foxx e John Hamm são os atores coadjuvantes que se destacam protagonizando momentos tensos. Kevin Spacey não vive seu melhor personagem, mas também é uma figura importante no desenrolar da história.

Lily James dá vida a encantadora Debora (sim, me apaixonei por ela). Assim como Baby, você fica com uma cara de bobo quando a bela atriz aparece esbanjando seu charme inglês. Ela é doce, traz leveza e esperança para o mundo do protagonista e isso é encantador.

Mesmo o romance sendo a subtrama do filme, foi um dos pontos que mais me cativou e envolveu. Ansel e Lily apresentaram uma química incrível logo na primeira cena em que eles se encontram. Você se apaixona pelo casal, torce por eles e fica apreensivo nos momentos em que esse amor é colocado em risco.

Falando em amor, preciso destacar as cenas entre Baby e seu pai adotivo Joe (CJ Jones). A relação entre dois leva o espectador para fora do arco da criminalidade. Você se sente vendo outro filme quando eles estão juntos, e isso é ótimo. As cenas servem para quebrar um pouco o ritmo alucinante dando um respiro para a história.

Se você (assim como eu) é fã de música a trilha sonora irá te conquistar. Cheio de ritmo, músicas clássicas e de extremo bom gosto, o recurso foi muito bem empregado e fez toda a diferença no resultado final do filme. Tudo gira em torno das músicas que Baby ouve. Desde as cenas românticas, as dramáticas e principalmente durante as perseguições.

Em Ritmo de Fuga é um excelente filme por conseguir desenvolver a história central sem deixar de lado as subtramas que rodeiam o protagonista. A vida de Baby não se resume a criminalidade e isso é o mais interessante. Quanto mais conhecemos o personagem e entendemos as suas motivações, reações e a forma como ele pensa, mais nos envolvemos com ele.

Tenho que parabenizar Edgar Wright que soube dirigir os atores e cenas muito bem. O filme agrada todo tipo de espectador. Desde os fãs de ação e velocidade, até aqueles que gostam de um romance puro e verdadeiro. Confesso a vocês que entrei na sessão sem expectativas e fui surpreendido. Que filme maravilhoso. Recomendo que todos assistam e ouçam a trilha sonora.

Você está empolgado? Quais são as suas expectativas? Conta pra gente nos comentários.