No dia 20 de julho, chega aos cinemas o quinto filme da saga Transformers, intitulado O Último Cavaleiro. Fiquem tranquilos que essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Antes de avaliar o filme em si, você precisa ter consciência de algumas coisas. Primeira: não entre na sessão tentando levar isso a sério, encarem como entretenimento puro, ok?. Segunda: só assista esse filme se você realmente gostar do estilo de direção do Michael Bay, caso contrário você irá se cansar e sair da sala com dor de cabeça. Por último, só assista esse filme se você gostou dos anteriores. Muito bem! Dito isso, podemos começar a falar sobre Transformers: O Último Cavaleiro.

Goste você ou não a franquia Transformers faz caminhões de dinheiro, seja no cinema ou com a venda de brinquedos. Uma das coisas que mais me agrada é a tentativa de amarrar a trama do longa com eventos histórico, passando aquela ideia de: eles sempre estiveram entre nós. A premissa do roteiro é boa, o problema é a forma como ela foi desenvolvida e executada em tela.

O grande problema de O Último Cavaleiro foi tentar colocar em mais de duas horas de filme, todas as ideias que os roteiristas e o diretor tiveram na sala de criatividade. Ambos os envolvidos precisam aprender com aquela famosa frase: Menos é mais!

Michael Bay tem um complexo de grandiosidade e acaba se perdendo dentro da sua própria megalomania. Tudo acontece ao mesmo tempo em tela. Explosões, lutas, perseguições, gente fugindo, gente gritando e sofrendo. Não existe uma ordem. Em todos os momentos o diretor te passa a sensação de que o mundo está acabando, e isso é péssimo. Você como espectador não consegue se concentrar e nem sequer respirar. Todas as cenas parecem ser o clímax do filme e isso é extremamente cansativo.

Por conta dessa chuva de ideias, acontecimentos e personagens, o longa tem uma lista extensa de atores que não fazem o menor sentido ou sequer tem importância  dentro da trama. Pra que que tem esse monte de gente ali? Pra nada. É uma pena falar isso, pois o visual do filme é maravilhoso. A tecnologia, os efeitos, os takes abertos mostrando o uso do IMAX realmente impressionam e fazem valer o ingresso.

Para começar endireitar as coisas, os responsáveis pela franquia precisam se organizar e avaliar qual história eles pretendem contar e quais personagens são realmente relevantes dentro desse universo. Vamos enxugar o elenco, o roteiro e focar em desenvolver um arco com começo, meio e fim, trazendo a problemática no primeiro ato, desenvolvendo e gerando a crise no segundo e por fim, concluindo a trama no terceiro ato. Não precisamos passar mais de duas horas na cadeira com todas as cenas com clima em alta. Isso não é um filme de terror que você ficando cada vez mais tenso e sem ar.

Depois de tudo, Transformers: O Último Cavaleiro é um filme que você deve assistir numa sala IMAX caso a sua resposta seja positiva para os três pontos citados no início desse texto, caso contrário, espere sair na Netflix.