soundtrack

No dia 06 de julho, chega aos cinemas Soundtrack, novo longa nacional estrelado por Selton Mello, Seu Jorge e o ator inglês Ralph Ineson. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

 

Mas afinal, o filme é bom?

Soundtrack conta a história de Cris, um jovem fotografo que busca no isolamento de uma região polar tirar selfies ouvindo uma playlist preparada para aquele momento, de maneira a captar as emoções sentidas nessa situação extrema. Na estação, ele tem a companhia de quatro cientistas que estudam o aquecimento global.

Um dos pontos positivos é premissa do filme. Na sua maioria, os longas nacionais retratam a triste realidade vivida em nosso país e abordam assuntos como a corrupção, a criminalidade e os outros temas que assolam o Brasil. Fico feliz de ver um longa que busque algo além dessas obviedades batidas e saturadas. Novo povo e cultura é muito maior do que a podridão da política. Trazer para as telas um filme que trata os sentimentos através da música e junto com o ambiente que cerca o protagonista, é uma excelente ideia. O que incomoda e causa ps problemas, foi a forma que a história foi contada.

Soundtrack procura passar uma experiência atrelando a música e imensidão polar. Ao mesmo tempo que você congela junto com Cris, você se perde junto com os pensamentos e filosofias do protagonista. O cenário monocromático e extremo leva o protagonista para uma jornada interior que o faz encarar os seus demônios, tristezas e rancores.

A carga emocional é muito grande principalmente dá parte de Cris que traz consigo uma melancolia e solidão. Ele está perdido e procurando se encontrar no meio do nada e infelizmente, você só consegue se conectar com ele no final dessa história. A jornada oscila e não engrena. Com quase duas de filme, a sessão termina com uma sensação de que faltou alguma coisa. Era isso o que os diretores queriam contar? Era essa a proposta? Esperava mais.

O ator inglês Ralph Ineson, que você conhece por A Bruxa, tem uma excelente química com Selton. A relação de admiração e cuidado entre os dois traz fluidez para a trama. Ralph rouba a cena em alguns momentos e ganha destaque dentre o elenco de apoio, que ainda conta com Seu Jorge que pouco faz na trama.

A trilha sonora é um dos destaques da produção. Todas as músicas foram muito bem escolhidas para os momentos e isso traz vida para monotonia dessa jornada. E é ai que moram os problemas do filme. A intenção e mensagem que os diretores gostariam de passar é boa, porém, como já lhes disse, só nos últimos minutos você é fisgado.

Soundtrack cansa em alguns momentos, se arrasta em outros e tem picos durante a história que trazem a falsa impressão de que a trama vai engrenar, uma pena que isso não acontece. A culpa disso é da direção que quis entregar um filme artístico e com final poético, mas que não atinge o grande público.

Você está empolgado para esse filme? Quais são as suas expectativas? Conta pra gente nos comentários.