No dia 29 desse mês chega aos cinemas o novo longa da Paris Filmes, Uma Família de Dois. Estrelado por Omar Sy e Clémence Poésy, o filme traz uma emocionante história sobre a vida e a forma como devemos vivê-la. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS.

 

Mas afinal, o filme é bom?

Antes de começarmos é importante falar que Uma Família de Dois é um filme francês que não segue os padrões e métricas das produções hollywoodianas que estamos acostumados. O longa apresenta uma premissa interessante que foge da previsibilidade e obviedade, o que é ótimo.

Uma Família de Dois traz uma história atual e que conversa com os lares de hoje em dia. Pais e mães solteiros, produções independentes, crianças abandonadas, gravidez indesejadas e não planejadas, tudo isso acaba culminando numa trama interessante, leve (mesmo nos seus momentos mais tensos) e que acima de qualquer dificuldade, valoriza a vida.

Além de sua história, o grande trunfo da produção é o ator Omar Sy que esbanja carisma e cativa com seu sorriso, alegria e forma de lidar com as situações, por mais difíceis e duras que elas sejam. Seu personagem Samuel nos ensina uma maneira de enxergar a vida e encarar os nossos problemas. Isso sem contar na pureza e força do amor que ele transmite ao espectador durante o filme.

Outra preciosidade da produção é a jovem Gloria Colston que vive a filha de Samuel, Gloria. Sua química em tela com Omar Sy foi tão boa, fluida e envolvente, que o desenrolar da história é de partir o coração. A relação pai e filha dos dois é tocante e cumplicidade, amizade e amor faz jus ao nome do filme.

Clémence Poésy pouco agrega para trama. Sua personagem dá o pontapé inicial e vira a vida de Samuel de ponta cabeça com o surgimento de uma filha que ele nem sequer sabia que tinha. Depois disso, o longa estabelece a relação pai e filha tão bem, que quando a mãe retorna em cena fica estranho. Sua personagem fica deslocada e apagada na história.

Assistam esse filme pensando que a vida é uma caixinha de surpresas. Algumas são boas, outras doídas e no final das contas, levem consigo a lição que o pai de Samuel o ensinou: o medo é igual uma criatura que pode ser morta ou até mesmo domada. Lembre-se que no início a vida é uma escalada, mas que depois de um tempo se trata de uma descida ou até mesmo uma queda. Vivam todos os dias como se fossem o último, tornem todos os momentos prazerosos e mágicos, pois nunca sabemos o dia de amanhã.

Tocante, sensível e leve, esse é o sentimento ao final da sessão. Sejam felizes, vivam ao lado de quem vocês amam e não se esqueçam de deixar isso claro para essas pessoas todos os dias da sua existência.

Você está animado para esse filme? Quais são as suas expectativas? Conta pra gente nos comentários.