A Múmia

Hoje (08) chega aos cinemas o reboot de A Múmia, novo filme que dá Universal Studios que dá início ao universo expandido de deuses e monstros. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

A Múmia é um clássico do cinema desde as suas primeiras aparições nos anos 30 até o recente filme estrelado por Brendan Fraser e Rachel Weisz. Uma franquia como essa traz consigo uma bagagem enorme e um legado a ser seguido e esse era o principal desafio da Universal Studios.

Depois do mal recebido Drácula: Uma História Nunca Contada (filme que daria início ao universo expandido), o estúdio não poupou esforços e investiu pesado num elenco com Tom Cruise e Russell Crowe para assim conseguir dar start a um projeto ousado e cheio de complicações, a começar pelo tom do longa.

Historicamente falando, A Múmia é um clássico do terror que foi suavizado na trilogia dos anos 2000 e agora tenta recuperar a sua raiz e encontrar um equilíbrio entre os gêneros. O filme transita entre o suspense, ação e piadas pontuais para aliviar a tensão. Esse ponto é bacana e conseguiu trazer um pouco do que o Dark Universe pretende entregar.

Uma preocupação com o longa era não ser um capítulo de Missão Impossível no Egito, e de fato não foi. É inevitável não comparar os outros filmes da carreira de Tom Cruise com as cenas de ação de A Múmia, porém, o roteiro conseguiu desvencilhar uma coisa dá outra. A presença do ator abrilhantou a obra e estabeleceu um protagonista carismático e que transitará dentro desse universo expandido.

Que Russell Crowe é um gigante da indústria do cinema todos já sabemos. Esse não é o melhor e nem maior papel de sua carreira, mas teve sua importância e pontos positivos. Sua presença em tela se deu para estabelecer um figura que comandará a caça aos monstros. Outro ponto e o que mais foi interessante, foi a sua ambiguidade entre o bem e o mal, trazendo para as telas uma figura que tem muito a ser explorada e merece espaço para tal desenvolvimento. Vamos aguardar para ver o seu passado nos próximos filmes ou até mesmo um futuro descontrole que trará consequências graves a humanidade.

Rapidamente passando pelo elenco feminino, Sofia Boutella apresentou uma múmia sensual, mas que faltou imponência enquanto vilã. A entrega final mostrou que ela não passava de um peão nas mãos de um mal maior e mais poderoso, além de uma figura que precisava ser estabelecida no universo expandido, nada além disso. Já Annabelle Wallis estava em tela pra viver a donzela indefesa e par romântico de Tom Cruise. Precisava? Não!

Num filme que tem uma vilã como antagonista e uma mulher figurando entre os protagonistas, A Múmia pouco entregou com relação a força feminina. As personagens serviam a alguém ou eram salvas por alguém. Nos dias de hoje onde temos tantas figuras imponentes e inspiradoras, essas deixaram a desejar.

Destaco duas excelentes cenas de ação e que são de tirar o fôlego e o chapéu a Tom Cruise que esbanja preparo físico e loucura pela não utilização de dublês. A primeira é a queda do avião, que cena incrível. A segunda é “perseguição” embaixo d’água que me lembrou Missão Impossível e foi tão bacana quanto.

O Dark Universe vem ai. Podemos esperar muita coisa? Não, não gere grandes expectativas, mas tenha esperança de que os monstros possam te surpreender em algum momento. Hoje, A Múmia é mais um filme de entretenimento, repleto de ação, com um bom elenco e introduzindo uma história que tem muito que ser costurada e melhorada. Vamos torcer e aguardar pelo futuro da franquia.

Você ficou animado para ir ao cinema? Quais são as suas expectativas? Qual o seu monstro favorito? Conta pra gente nos comentários.