“O Primeiro Dia do Resto das Suas Vidas” dá início a uma nova série!

Ontem (02) a noite foi ao ar o último episódio da 7ª temporada de The Walking Dead. Intitulado “O Primeiro Dia do Resto das Suas Vidas”, o season finale muda completamente o tom da série e entrega o que nós tanto queríamos. Se você ainda não assistiu, CUIDADO, SPOILERS ABAIXO!

Novamente explorando a musicalidade nos momentos de confinamento, tortura e sofrimento, “O Primeiro Dia do Resto das Suas Vidas” traz Sasha entre a cruz a espada. Viver para ver mais amigos seus morrerem diante dos seus olhos e se entregar ao vilão que matou o homem que ela amava, ou desistir dessa vida com a “saída” apresentada por Eugene? Difícil né? Já já voltamos a falar sobre ela.

Enquanto isso em Alexandria, Rick e sua família recebem a visita de Dwight (já havíamos previsto esse movimento), que procura se aliar a eles para matar Negan. A ideia apresentada pelo desertor é boa e pode/vai dar certo, basta o líder da comunidade e seus amigos aceitarem a ajuda. Quero destacar como o ator Norman Reedus consegue se expressar e falar com o olhar e expressões faciais. Vamos prestar muita atenção nessa relação Daryl x Dwight, aposto que os dois protagonizarão bons momentos juntos.

“O Primeiro Dia do Resto das Suas Vidas” utiliza o recurso dos flashbacks e nos leva de volta a temporada passada, mostrando o diálogo entre Abraham e Sasha antes de saírem para levar Maggie a Hilltop. Foi emocionante ver o personagem de volta e a cena entre os dois desenvolvendo aquele que seria o último diálogo do casal emocionou. Deu saudades de Abraham e tornou a morte de Sasha ainda mais tocante. Ela cumpriu seu propósito, salvou os seus amigos (servindo de distração para Negan) e seguiu seu caminho.

Sasha e Abraham

Enquanto estava na solitária, vemos Negan explicar para Sasha os próximos passos e a sua importância para os planos do vilão. Acho curioso e reitero que o fato dele se fascinar pela coragem e garra daqueles que se levantaram contra ele, resultará na sua ruína. Já repararam nisso? Daryl o socou e ele gostou da atitude e tentou subjugá-lo. Carl tentou matá-lo e ele deu uma lição no garoto. Sasha repetiu o mesmo feito do menino e ele vem com esse discurso de: “Você ainda governará esse lugar ao meu lado”. Com exceção de Spencer e Eugene (que sempre foram covardes), Negan mostra uma admiração por pessoas corajosas. O único problema (analisando do ponto de vista dele) disso, é que ele deixa essas pessoas vivas para se rebelarem contra ele, vejam o caso de Dwight. Agora pergunto a vocês, quem será o próximo a traí-lo?

O clima de tensão entre as comunidades já era muito grande. Ninguém aguentava mais a opressão dos Salvadores. Engraçado ver como personagens pacifistas e que prezam pela vida, como Morgan e Ezekiel, se renderam a batalha de tal forma, que alguns dos momentos mais emocionantes do episódio partiram deles. Ver Morgan de armadura, pronto para a batalha e ouvir o discurso motivacional do Rei, arrepiou os pelos do braço e deixo ainda mais épica a cena.

Chegando ao ápice do episódio, tenho que registrar que a forma como se desenrolou o diálogo entre Negan e Rick, me lembrou o arco da Prisão com o Governador. A similaridade da abordagem: para na frente da comunidade, ameaça, discute, mostra a vítima sequestrada e começa a batalha, me levou ao passado da série. Gostaria muito de ver como seria um embate entre os dois vilões icônicos, uma pena que isso não vai acontecer.

Não me surpreendeu a traição da comunidade do lixão. Sempre muito fria e robótica, Jadis nunca inspirou confiança. Só achei uma pena Rick não tê-la matado. Ainda falando sobre as cenas entre Rick e Negan, outro momento que me remeteu ao passado, só que agora ao primeiro episódio dessa temporada, foi a cena em que vemos Carl e Rick ajoelhados prontos para serem castigados. Não me canso de elogia a qualidade de Andrew Lincoln, em momentos como esses é que o animal vem a tona e o líder de Alexandria mostra toda a sua ferocidade, garra, coragem e vontade de viver: “Eu já te disse, eu vou te matar. Vou matar todos vocês. Talvez não hoje, nem amanhã…mas nada irá mudar isso. Nada. Vocês já estão mortos”. Esse é o personagem que queremos, esse é o homem que Abraham acreditou, lutou para e registrou: “O novo mundo precisa de Rick Grimes”.

Parecendo um filme medieval, The Walking Dead encerra a 7ª temporada unindo os três lideres e com uma promessa efetiva de que o oitavo ano será melhor. Vou destacar a teatralidade de Ezekiel durante a batalha, “Alexandria não cairá, não hoje”. Que cena foda!

Finalizo esse post com o exato momento em que de fato percebemos uma mudança de tom e ritmo na série.

“A decisão foi tomada há muito tempo, antes de nos conhecermos, quando éramos desconhecidos que teriam se cruzado na rua antes de o mundo acabar. E agora somos tudo uns para os outros.
Você estava encrencado.
Estava acuado.
Glenn não te conhecia, mas te ajudou.
Ele se colocou em perigo por você.
E isso começou tudo. De Atlanta à fazenda do meu pai, à prisão, até aqui. Até este exato momento. Não como desconhecidos. Como família. Porque Glenn escolheu ajudá-lo naquele dia há muito tempo. Essa foi a decisão que mudou tudo. Começou com vocês dois e cresceu englobando a todos nós, para nos sacrificarmos uns pelos outros, para sofrer e aguentar, para se angustiar, para dar, para amar, para viver, para lutar uns pelos outros. Glenn tomou a decisão, Rick. Eu só segui os passos dele.”

Maggie Rhee

A expectativa para a próxima temporada que estreia em Outubro (ainda sem data marcada) é grande. Ainda mais depois de um discurso como esse que nos faz acreditar que de fato, esse foi O Primeiro Dia do Resto das Suas Vidas.

Até a próxima!