Ontem (02) foi ao ar o último episódio da 7ª temporada de The Walking Dead, entregando um excelente season finale que dá início a uma nova fase da série. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

inicia a rebelião

Mas e ai, a 7ª temporada de The Walking Dead foi boa?

Não! Já começo deixando claro a minha frustração em relação a série. No decorrer dessa crítica vou abordar os pontos positivos e negativos e justificar a avaliação da 7ª temporada de The Walking Dead como um todo, ok?

Vamos começar falando do cliffhanger (gancho) deixado ao final da 6ª temporada. Passamos meses esperando pra descobrir quem Negan havia matado. Foram várias as teorias, especulações e possibilidades, mas, ao final do primeiro episódio da 7ª temporada, a sensação que temos é: ok, só precisava saber quem morreu, agora não me interessa mais essa história. Complicado né?

Uma série de 16 episódios não pode se arrastar tanto como uma de 23 ou 24 capítulos. O primeiro e principal ponto negativo que vejo na produção como um todo desde seu início, é a falta de regularidade no ritmo que a história é contada. The Walking Dead tem episódios muito bons e outros completamente desnecessários, massantes e cansativos. Você vai falar: mas esses episódios serviram para desenvolver os personagens e a trama! E eu vou responder: sim, de fato. Mas precisava desse ritmo lento?

Uma série que passa às 23:30 (no horário de verão) de um domingo (lembrando que todos trabalhamos e/ou estudamos no dia seguinte), no mínimo tem que empolgar, concordam? O fato da trama explorar um núcleo de cada vez (são raros os episódios que essa métrica não se repete) é extremamente entediante. Pegar um episódio com mais de 50 minutos para contar a história de um personagem secundário só pra ele ou esse gancho ter alguma importância no futuro, é desnecessário.

Segundo ponto negativo, Negan. Esse ponto é questionável e vai do gosto de cada um. O icônico vilão dos quadrinhos era muito aguardado pelos fãs. Fazia tempo que The Walking Dead não tinha um antagonista a altura de Rick e a trama precisava de novos ares e ameaças. Negan não é um mal personagem, só falta tempo de tela pra ele se desenvolver. Todas as vezes que o vimos, foi repetindo os mesmos comportamentos e diálogos. Já entendemos que ele é violento, governa através do medo e sabe se impor sob qualquer um, mas, o que mais ele tem pra entregar? Faltam episódios que mostrem o outro lado do personagem, como por exemplo quando ele teve uma relação de pai de filho com Carl. Falta humanizar o vilão para nos apegarmos a ele e ficarmos divididos e gerar aquela dúvida: pra quem estamos torcendo?

Episódios desnecessários! Foram vários os episódios perdidos na temporada, como por exemplo aquele que Tara volta e gasta 45 minutos só pra introduzir a comunidade das mulheres. Não dava pra resumir tudo isso em 10 minutos? É engraçado que todas as reclamações da temporada estão todas conectadas. Ritmo lento, falta de desenvolvimento para quem de fato é importante, falta de dinamismo no enredo e o elenco inchado que atrapalhou o andar da carruagem. Os roteiristas podiam fazer um laboratório e aprender com a equipe de Game of Thrones como explorar diversos núcleos sem se perder na trama.

Chega das reclamações! Agora vamos falar dos pontos positivos, ok?

Sem medo de exagerar, Andrew Lincoln dá vida a um dos melhores protagonistas da TV mundial da atualidade. Como Rick Grimes é um excelente personagem. Impressiona a entrega do ator, a emoção que ele passa através das expressões faciais, da forma como ele trabalha o roteiro com a voz rouca, cansada e ao mesmo tempo ameaçadora e feroz. Que puta personagem. Andrew merece todos os nossos aplausos e respeito, além de uma chance para desenvolver a sua carreira nas telonas do cinema.

Outro ator que é amado por uns (meu caso) e odiado por outros, é Daryl Dixon. Não me canso de dizer que Norman Reedus tem uma boa entrega e fala muito com o olhar e expressões faciais. A dinâmica entre ele e Rick enriquece a trama e dá gosto de ver. Com muita felicidade destaco a personagem da atriz Lauren Cohan, a Maggie, que por muito tempo ficou apagada na série e agora voltou em evidência com tudo. A cada episódio ela caminha para se tornar uma grande líder e conduzir seu povo no novo mundo.

A utilização de trilhas sonoras para os momentos chocantes, de tortura e confinamento também foi um excelente recurso, assim como os flashbacks que desenvolveram pontos importantes da história e trouxeram cenas muito aguardas pelos fãs, como por exemplo as vítimas de Lucile.

Concluindo, não basta a 7ª temporada de The Walking Dead entregar três ou quatro episódios bons. A série precisa de regularidade, acertar o seu ritmo, melhorar o desenvolvimento dos personagens chave e parar de perder tempo com coisas irrelevantes. Episódios “artísticos/poéticos/filosóficos” são bacanas, mas não fazem a trama andar.

Você gostou da temporada? Quais são as suas expectativas para o novo ano? Conta pra gente nos comentários.