Melhores momentos da 4ª temporada – “A ascensão nórdica”

Enquanto esperamos por novos episódios, hoje vamos relembrar os melhores momentos da 4ª temporada de Vikings. Se você não está atualizado, CUIDADO, SPOILERS ABAIXO!

O enredo

Dividida em duas partes, o quarto ano de Vikings explorou a invasão e derrota em Paris, o declínio de Ragnar e a sua sucessão à frente da série. Traição, intrigas, guerras, derrotas, mortes, sangue e muita cultura viking e nórdica. Que temporada meus amigos, que temporada!

É impressionante a ascensão de Vikings. A série teve um começo tímido, com uma narrativa mais lenta e eu até diria contida. Com o passar das temporadas e desenvolvimento da história, a trama foi crescendo, se concretizando e tornando-se um fenômeno de público e audiência. Criada por Michael Hirst (The Tudors), a produção traz pitadas de fatos históricos e acompanha muito bem a jornada da família Lothbrok.

O adeus a Ragnar Lothbrok

Já disse isso mais de uma vez, mas como estamos falando da 4ª temporada como um todo, novamente tenho que destacar o quão difícil foi dizer adeus a um protagonista como Ragnar. A forma épica que sua morte foi retratada (sendo fiel a história), fez jus a grandeza dessa lenda nórdica e marcou a TV mundial.

Quantas séries tem coragem de matar um protagonista no auge da produção? Vikings teve e merece todo o nosso respeito e admiração, sem contar que Travis Fimmel deixa saudade e um legado formidável a ser seguido.

A sucessão no protagonismo

Uma das perguntas que mais rodava a boca do público era: quem substituiria Ragnar? Björn? Ivar? Cada um teve a sua importância e destaque na conclusão da segunda metade da 4ª temporada. Enquanto Björn herdou a liderança do pai, Ivar carrega consigo uma sede de vingança, batalhas, conquistas e sangue, que o tornam extremamente perigoso, até mesmo para seus irmãos. Sigurd que o diga. O que vocês acharam da morte do season finale?

Pelo rumo que a história está tomando, teremos dois protagonismos. Os filhos de Ragnar seguirão caminhos distintos e viverão aventuras e batalhas em localidades diferentes. Enquanto Björn vai explorar e conquistar o Mediterrâneo, Ivar seguirá saqueando e dominando territórios ingleses.

Destaque para outros personagens

No início, Ragnar era o centro das atenções em Vikings, mas isso mudou. A primeira metade da temporada trouxe o rei nórdico em decadência, pouco a pouco perdendo as suas forças e tornando-se um peso para a trama. Estava chato de vê-lo tão decrepito e drogado, esse não era o nosso protagonista.

Em paralelo a decadência do rei, a 4ª temporada serviu para desenvolver outros personagens. Björn ganhou mais espaço e foi assumindo a liderança, Lagertha finalmente se vingou de Aslaug e tornou-se rainha, Rollo seguiu o seu caminho (mesmo mantendo suas raízes) e se distanciou de seu povo e por fim, voltamos o nosso olhar para os outros filhos de Ragnar, que agora cresceram e se tornaram relevantes para história. Vale prestarmos atenção em Ivar que tem se destacado e divide o protagonismo com o irmão mais velho.

A ascensão nórdica

Vikings é uma série que trabalha muito bem a construção e evolução de seus personagens. O início foi mais lento, sem muita ação e com poucos núcleos. Hoje a produção atinge seu ápice e junto com ele vemos o crescimento do povo e cultura nórdica.

Concretizando o plano de vingança de seu pai, os filhos de Ragnar Lothbrok rumam em direção a Inglaterra com o maior exército viking reunido até então. Confesso ter me decepcionado com as batalhas, que poderiam ter sido melhor exploradas e desenvolvidas, porém, a estratégia utilizada e a forma como os fatos se desenrolam foi épico. Agora nos resta aguardar por novas cenas de ação no próximo ano.

Mortes épicas

Se estamos falando dos melhores momentos da 4ª temporada, não podemos deixar de citar as mortes. Quem não vibrou quando o traíra Conde Odo foi chicoteado até a morte, Lagertha matou Aslaug e tomou o trono ou até mesmo chorou ao ver Helga morrer nos braços de Floki? Foram vários momentos incríveis!

Além das mortes mais “simples”, a veia cultural da série sempre foi muito forte e a produção explora muito bem a cultura nórdica através das mortes e rituais de punição. Novamente vimos a Águia de Sangue ser utilizada, só que dessa vez foi rei Aelle foi a vítima do castigo. Não posso deixar de destacar a morte do Rei Ecbert, que tirou a própria vida e encerrou um ciclo importante na série.

A presença dos deuses

Uma das melhores coisas da série, é o fato dela manter o pé no chão e contar uma história baseada em fatos, personagens que existirão e ser extremamente cultural. A fantasia sempre foi utilizada de uma forma muito sútil e pontual.

Falar de cultura nórdica e não mencionar Odin, Thor, Loki e os deuses é praticamente impossível e é ai que mais uma vez a série está de parabéns. A aparição do pai de todos foi pontual e muito bem explorada. Ele veio, deu o recado e foi embora, tudo de forma natural e sem viajar muito na fantasia.

O próximo antagonista

Finalizando os melhores momentos da 4ª temporada, o season finale estabeleceu um novo antagonista, o Bispo Heahmund, que será vivido pelo ator Jonathan Rhys Meyers (The Tudors). Carregando a cruz e a espada, o guerreiro dará muita dor de cabeça a Björn, Ivar e todo aquele que cruzar o seu caminho.

Bispo Heahmund

Gostou de relembrar os melhores momentos da 4ª temporada? Você está ansioso para o retorno de Vikings? Quais são as suas expectativas? Conta pra gente nos comentários.

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Até a próxima e Hail Ragnar Lothbrok