A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

Nesta quinta-feira (30), chega aos cinemas a adaptação do famoso anime, A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell. O longa é dirigido por Rupert Sanders e estrelado por Scarlett Johansson. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

A Paramount Pictures se arriscou ao levar aos cinemas a adaptação de um anime clássico, porém, não tão popular quanto Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo. A chance de não atingir o grande público era alta. Mas e agora?

A primeira medida tomada foi escolher um rosto que passasse o peso e imponência da personagem e ao mesmo tempo fosse popular e do gosto do grande público. Os fãs fervorosos do anime criticaram o fato do estúdio não ter escolhido uma oriental, mas, como estamos falando de uma adaptação e de uma estratégia de venda, relevem esse ponto.

Scarlett Johansson tem um histórico vasto de filmes de ação e já nos provou que sua entrega vai muito além de sua sensualidade e beleza. Só tenho pontos positivos a destacar de sua atuação. Sua expressão fria, sisuda, firme, imponente e ao mesmo tempo singela e sensível, fez com que entrássemos na mente da Major e sentíssemos suas dúvidas, questionamentos e descobertas. Todos esses pontos fizeram ela estar perfeita no papel.

É importante destacar que Ghost in the Shell (criado em 1995 por Masamune Shirow) veio antes de Matrix (1999). Durante o filme vemos vários elementos que inspiraram as Irmãs Wachowski a criar o fascinante mundo de Neo, Morpheus e Trinity, como por exemplo a imersão de Major no sistema operacional de uma máquina e um robô que a ataca no final do filme. Tudo é minuciosamente detalhado. As imagens e efeitos são uma experiência incrível para o espectador, portanto, assista numa sala IMAX e/ou 3D, vale muito a pena.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell é tirar o fôlego. Se você entra na sessão com sono ou sem muita empolgação para assistir o filme, te garanto que isso mudará logo nos primeiros minutos. A trama é cheia de reviravoltas e cenas de ação, não tem como você desgrudar os olhos da tela.

Confesso ter me surpreendido com Rupert Sanders. Conhecido por A Branca de Neve o Caçador, o diretor tem pouca expressividade em Hollywood e por conta do seu currículo enxuto, o colocava como ponto de interrogação na entrega final do longa. Paguei a língua! A forma como as cenas são entregues, encantam, prendem atenção e ainda focam em detalhes impressionantes. Que belo trabalho!

A última ressalva que tenho a fazer a vocês, é que além do IMAX e/ou 3D ser obrigatório, caso você seja um fã de filmes como Lucy, O Exterminador do Futuro e games, a experiência de A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell será melhor ainda. São vários os momentos que você é transportado para outras histórias, cenários ou momentos, fazendo seu cérebro nerd se conectar a diversas referências. É bem bacana! Depois volte para nos contar qual outro filme ou elemento o longa te lembrou, ok?

Se eu não assisti o anime vou entender alguma coisa?

Fique despreocupado com relação a isso. O longa trabalha muito bem o roteiro de forma que você entenda perfeitamente o que está acontecendo, qual é a premissa e do que estamos falando. Claro que se você já era fã da franquia seu olhar será completamente diferente, talvez mais critico ou até mesmo chato como todo fã é. Não se apegue a esse detalhe! Curta o filme e descubra esse mundo novo e futurístico.

Finalizando essa crítica, tenho a dizer que A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell é um filme surpreendente que dá início a uma nova franquia que pode ser muito explorada nos cinemas, com efeitos visuais impressionantes e uma direção a altura e por fim, com uma protagonista badass e verdadeira representante do girl power.