Power Rangers

No dia 23, chega aos cinemas um dos filmes mais aguardados do ano, principalmente pra quem já era fã da série, Power Rangers. O longa construiu uma baita fama, sendo a tradução do programa de TV ao cinema que todos queriam ver. Só para lembrar, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

E aí, o filme é bom?

Power Rangers é um filme ótimo. Parte do seu potencial aparentou estar meio disperso, mas no geral, o longa é mais do que exemplar. É feito uma espécie de “origens”, misturado com uma homenagem, e ainda assim, possui alguns elementos próprios.

A aventura começa com o jovem Jason Scott (Dacre Montgomery) aprontando no colégio. Ao tentar sair da “cena do crime”, ele sofre um acidente e fica sob prisão domiciliar. Ele então começa a fazer amigos que não eram da sua zona de conforto. O grupo vai ficando mais íntimo, e subitamente, eles encontram jóias nunca antes vistas que acabam fortalecendo os jovens de várias maneiras. É então que eles descobrem ser os Power Rangers.

É complicado falar de atores conhecidos, pois o longa conta apenas com Bryan Cranston interpretando Zordon e Elizabeth Banks como Rita Repulsa nesse campo. O quinteto protagonista formado de caras novas é surpreendente. Cada um dos membros tem uma história e ambição diferente. Isso faz com que momentos imaginados como bobos fiquem intrigantes e receptivos. O carisma do time novo é um ponto forte. A Rita Repulsa também tem um impacto totalmente diferente, sendo sexual, intrusiva e realmente obsessiva. Zordon é um personagem bem secundário, e ficou com um tom muito mais sério e cheio de honra do que antigamente.

O enredo se desenrola de uma forma bem previsível. O problema é que fica um ar estranho de drama em momentos que já conhecemos, como o vilão revelando seu plano maligno. A conexão dos pontos no começo é feita de forma bem orgânica e o desenvolvimento da trama ocorre num ritmo aceitável.

Os efeitos especiais estão animais. Seja nas cenas de luta, da antagonista executando seu plano ou só da base dos Rangers mesmo, as cenas parecem encaixar no lugar perfeito com os efeitos. As armaduras e até os servos da Rita foram muito bem feitos. Os Zords em específico ficaram incríveis.

Em alguns momentos, referências vão aparecendo. Algumas são da série original, outras da cultura jovem atual ou de séries e filmes conhecidos. O uso de algumas menções fez o longa ficar com uma sensação bem contemporânea, o que é ótimo. Outras referências foram menos discretas e mais fan-service, que soou um pouco estranho.

Outro ponto questionável foi a falta de combate direto. Para um filme que conseguiu fazer uma sequência boa nesse quesito, essa área ficou um pouco vaga e deixou a desejar.

Power Rangers é, em geral, o primeiro passo numa boa direção, cheia de referências e nostalgia. Mesmo que a série de TV não tivesse sido sua favorita, vale a pena conferir pelas lutas e pelos protagonistas. Não é a versão para maiores que alguns queriam, mas é bem divertida e cativante. A única desculpa para não ir ver é a falta de faíscas e armas de borracha. “É hora de morfar !

Diga aí nos comentários se qual é a sua cor favorita e se você está interessado em ver o filme. Câmbio e desligo.