Hoje vamos falar de um dos filmes mais aguardados de 2017, A Bela e a Fera. O longa dirigido por Bill Condon e estrelado por Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans e grande elenco, chega quinta-feira (16) agora nos cinemas. Fique tranquilo, essa crítica é SEM SPOILERS!

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Mas afinal, o filme é bom?

Quando Hollywood resolve mexer numa obra prima que marcou gerações e gerações, o coração do público fica apertado de ansiedade e ao mesmo tempo apreensivo com o que está por vir. A vontade de ver o seu desenho favorito em tela só não é maior do medo de modificarem qualquer detalhe e estragar uma doce lembrança que você guarda da infância.

A Disney sabia da responsabilidade que tinha nas mãos e resolveu arriscar, ainda bem que eles fizeram isso. Depois de tantas notícias, spots (comerciais), trechos do filme e músicas divulgadas, já tínhamos uma boa noção do que esperar, mas como todo fã, precisávamos ver para crer.

Logo nos primeiros minutos A Bela e a Fera deixa claro que tratará a história clássica com respeito e fidelidade, mas ao mesmo tempo desenvolverá outros pontos para expandir um pouco o universo, a magia e desenrolar da trama. Falando um pouco sobre esse último ponto, existem cenas inéditas que explicam e desenvolvem um pouco mais personagens como o pai, a Bela e a Fera.

Entrando no elenco, deixo aqui registrado que Emma Watson foi a escolha perfeita para viver Bela. A atriz já adota na sua vida uma postura independente, forte, inspiradora e sempre se colocando à frente de questões importantes do mundo atual. Em contrapartida, a delicadeza, gentileza, sutileza e beleza com que Emma se coloca em tela, encanta qualquer um. Desde seus gestos mais singelos até a finesse de seu sotaque inglês, são apaixonantes e perfeitos para a personagem.

Dan Stevens é um ator para prestarmos atenção nos próximos anos e em papéis de cara limpa. Pouco podemos falar sobre sua atuação, afinal a maior parte do filme ele está encorporando a Fera com efeitos visuais (que por sinal não ficaram muito bons, reparem no rosto do personagem) e/ou maquiagem. Avaliando como um todo, ele atendeu as expectativas e entregou momentos emocionantes (graças a Emma Watson e a excelente trilha sonora). Sozinho ele pouco fez para a trama.

Luke Evans é outro que caiu como uma luva no papel de Gaston, um vilão charmoso, egocêntrico e canastrão. Que bela atuação, ficou bem fiel ao desenho original. Destaco a competência vocal do ator que embalou solos clássicos bem executados e empostados com sua voz grave. Ao lado do vilão, temos Josh Gad (LeFou) quebrando um paradigma e vivendo o primeiro personagem gay da Disney.

Ainda sobre o elenco, não posso deixar de destacar a qualidade dos dubladores do filme. Ewan McGregor e Ian McKellen vivem Lumière e Horloge respectivamente, e roubam a cena. É inegável a qualidade dos dois. Ambos são figuras tão marcantes, que mesmo ouvindo somente as vozes é impossível não visualizá-los em cena.

Outro ponto positivo do filme são os efeitos especiais. Como é lindo ver o castelo e seu interior. A forma como tudo cria vida em tela e faz sentido em cena, é impressionante, desde os mínimos detalhes até as cenas mais grandiosas.

O que é a trilha sonora de A Bela e a Fera? Logo nas primeiras notas do piano o seu coração palpita do peito como se fosse explodir de emoção. Quando Beauty and the Beast é cantada o seu rosto se esvai em lágrimas (sim, eu chorei) e a sua pele se arrepia com toda a magia do filme. Além de Emma Watson, esse é um dos itens mais marcantes do longa.

Respondendo a pergunta inicial, A Bela e a Fera não é bom, é excelente. A Disney conseguiu pegar uma obra irretocável (que deveria ser imortalizada) e transpor em tela com perfeição. Confira o nosso vídeo sobre o filme.