Após se emocionar vendo Logan e apreciar a beleza de Kong, Tinha que ser ele? é uma bela mudança de paço entre as estreias recentes. Com James Franco (Dave Skylark de A Entrevista) e Bryan Cranston (Walter White de Breaking Bad) contracenando como Laird Mayhew e Ned Fleming respectivamente, a comédia romântica cheia de gente conhecida aborda casamento, família e o desenvolvimento da tecnologia. Fica calmo que essa crítica NÃO TEM SPOILERS.

E aí, o filme é bom?

O filme oferece boas risadas durante sua duração, com algumas piadas mais forçadas e outras que só dão certo graças a atuação espetacular de Bryan Cranston, que se comporta de uma maneira similar ao personagem Hal de Malcolm. Além dos principais atores mencionados, Jonah Hill foi a cabeça por trás da história e o comediante americano Keegan-Michael Key faz um ótimo trabalho como o mordomo Gustav. Outras personalidades como Elon Musk, Steve Aoki, Kaley Cuoco e até a dupla Gene Simmons e Paul Stanley do Kiss fazem pontas no longa. Se conhece esses nomes, é legal vê-los aparecerem em um filme só.

A história fala da família Fleming, onde o pai, Ned, é dono de uma firma gráfica que está lentamente decaindo graças à popularidade ascendente de tablets e celulares. Sua filha, Stephanie (Zoey Deutch, a Shadia de Tirando o Atraso) que está na faculdade em Stanford, convida os pais para passarem o natal com ela e o namorado na califórnia. O problema é que o namorado, Laird teve uma infância complicada. Sem seus pais para criá-lo, ele encontrou intimidade na programação, e ficou milionário com um aplicativo de sucesso. O playboy desregulado agora vai ter que se aproximar da família de sua amada. O problema é que o pai não aceita bem os seus padrões.

Tinha que ser ele? tem um ritmo agradável e o tom geral pode ser definido nos primeiros minutos. Os momentos cômicos são muito semelhantes às outras produções com Jonah Hill, usando palavrões, criando alguns e com algumas cenas indesejáveis. É uma pena ver isso, pois existem momentos onde a atuação de Bryan Cranston faz momentos hilários por si só. Infelizmente, as piadas características de Keegan-Michael Key também são ignoradas.

É interessante ver o desenrolar do longa resultando em situações cada vez mais bizarras. A trilha sonora tem músicas de vários gêneros e até alguns hits da banda Kiss.

Em suma, Tinha que ser ele? é uma comédia romântica leve, com humor relativamente previsível. Vários rostos conhecidos aparecem mas alguns talentos são ignorados. Momentos surpreendentes e referências fazem do filme interessante por toda a duração. Vale a pena conferir se uma comédia leve é de seu interesse. As cenas com Cranston são sempre ótimas, e são o que fazem do filme refrescante e agradável. Dica: não leve crianças para assistir esse filme.

Câmbio e desligo.