Ocarina of Time

 Sempre que jogamos o jogo de uma saga renomada, dá aquela vontade de voltar ao melhor, e aqui, é Ocarina of Time. Aventura, ação e um toque de nostalgia fazem desse um dos títulos mais aclamados da história. Vamos dar uma olhadinha no porque.

É importantíssimo dizer que o jogo da Nintendo saiu no ano de 1998, e já tem quase 20 anos. Sendo assim, vários aspectos para hoje, são ultrapassados, mas para época- e em alguns casos, até hoje- são incríveis.

A maior diferença desse título com os anteriores da saga é que esse foi o primeiro com um mundo em três dimensões. Isso causou várias modificações em mecânicas, itens e controles. Link pode agora andar, correr, rolar, pular, usar diversos itens e equipamentos, atacar e defender-se.

Ocarina é uma mistura de gêneros, sendo primariamente um game de aventura misturado com elementos de ação e RPG. Explorar a imensidão do mundo em que você se encontra e resolver os quebra-cabeças dos diversos calabouços refletem o primeiro aspecto. Conversar com os NPCs, descobrir suas histórias, ajudá-los e ganhar recompensas é uma parte importante do jogo, que vem de RPGs mais antigos. O combate contra vários inimigos de tamanhos, padrões de ataque e fraquezas diferentes, do jeito que foi feito, aparece em games até hoje, como na saga Dark Souls.

Por mais que todos esses componentes do jogo pareçam superficiais ou chatos, todos são interessantes de alguma maneira. Conversar com a população de uma vila e ajudá-la para então saber o motivo de sua necessidade é uma bela recompensa. Somada à peculiaridade e personalidade das personagens secundárias, o único motivo para não gostar é não saber inglês.

O mundo tem cenários diversos, começando numa vila habitada por fadas, indo até castelos da realeza, um forte inimigo ou até as entranhas de um peixe gigante. Explorar esses locais traz itens para ajudar em certas partes, e em alguns casos, sequências secretas. Como Ocarina of Time é em 3D, a verticalidade dos lugares se torna um componente bem posto. Desde o começo, vemos calabouços em formato de torres e com vários andares. Esse aspecto é bem aproveitado, principalmente para parte de plataforma.

Em alguns locais, a câmera pode se tornar a pior inimiga do jogador. Em lugares mais estreitos, ela se move como se Link estivesse tendo um ataque nervoso. Isso só é encontrado em algumas situações, porque a maioria dos mapas são amplos, ou os problemas podem ser gerenciados.

Usar, equipar e coletar itens e equipamentos diferentes são outro aspecto fortíssimo. Vários equipamentos são utilizados para cumprir missões, descobrir calabouços e lutar contra os temidos chefes com facilidade. Isso dá uma profundidade adicional ao aspecto de aventura e quando conquistados, são extremamente prazerosos.

Link pode atacar com suas diferentes espadas e alguns itens e armas a distância. A mecânica de poder travar a câmera no oponente foi revolucionária. Dessa maneira, você se foca apenas no inimigo e em seus ataques, sempre planejando o contra-ataque. O leque de ataques também é muito bom. É possível atacar rapidamente ou fazer movimentos mais lentos que irão dar mais dano. Esse modelo de combate inspirou vários games recentes e a sequência do título também.

Os sons ajudam o jogador a olhar para certos lugares, ou tocam quando o jogador resolve um enigma. Eles são diferenciados e muito bem feitos. A trilha sonora é épica, com músicas marcantes, que dão um golpe de emoção, refletindo a situação do enredo e sentimento dos personagens em forma sonora.

A história de Ocarina of Time fala sobre Link, que é um jovem garoto que acorda após ter um sonho estranho. Ele então segue sua vida quase normalmente até que cai a ficha de que o sonho era uma visão. Está nas mãos do menino salvar o mundo do maligno rei dos gerudos, Ganondorf. Para isso, ele precisa encontrar as três partes da famosa “triforce”, que lhe darão a força necessária para impedir o mal de dominar o planeta.

A maneira apresentada pode fazer parecer que o enredo é simples. Apesar disso, uma gama de cutscenes muito bem feitas e diálogos envolventes dão uma camada única aos acontecimentos. Seja uma revelação no enredo ou o primeiro momento em que protagonista e antagonista se encontram, todos esses eventos recebem um tratamento particular e bem detalhado.

Vale a pena jogar de novo? Sem sombra de dúvida, sim. Ocarina of Time é um jogo que merece ser jogado múltiplas vezes. Seja para usar como parâmetro, para lembrar de aspectos que são deixados de lado hoje em games de hoje em dia, ou para desfrutar uma aventura cheia de descobertas e desafios inigualáveis. Já disponível em mais do que uma plataforma e com vários guias online, não tem desculpa para não jogar. Para os marmanjos, o game tem uma pegada nostálgica, cheia de ação e emoção. Para quem nunca jogou, o jogo definitivamente sofreu um pouco com o tempo, mas se apreciado com tal noção em mente, traz vários cenários, músicas, batalhas e personagens incríveis.

Pegue sua Master Sword e : “HYAAAH !!!”

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Câmbio e desligo.