Sai nessa semana o filme Fome de Poder, dirigido por John Lee Hancock. O longa é uma espécie de biografia misturada com um drama baseado em fatos reais. Só para constar, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

Mas então, o filme é bom?

O protagonista do filme é um vendedor de equipamentos alimentícios que se chama Ray Kroc, interpretado por Michael Keaton (Riggan de Birdman). Ao viajar por quase todo país em busca de compradores – quase como Will Smith no “À Procura da Felicidade”- ele acha dois compradores cheios de potencial, dois irmãos da Califórnia donos de um restaurante de sucesso. Ray então se afilia aos compradores que são ninguém mais ninguém menos que os irmãos McDonald. Ele então começa um processo de expansão desenfreado que leva o negócio a uma situação questionável.

O foco do filme é claramente a atuação de Michal Keaton. Tanto nos momentos difíceis, quanto nos de triunfo. Parece sempre que o personagem ainda quer mais. Isso dá uma certa previsibilidade do que acontecerá em certas partes, mas o longa surpreende com a introdução de alguns personagens secundários que são importantes nas mudanças que acontecem na vida do protagonista.

O filme não tem efeitos especiais ou cenas de ação. O desenrolar da trama é o destaque.  Se baseando em fatos reais, é um daqueles filmes com um desfecho questionável. Para alguns, o final foi feliz, para outros, foi uma história do rumo à ruína.

Fome de Poder é meio parado, mas com um enredo super interessante e com uma mensagem que pode ser vista de várias maneiras. Não é um filme incrível, mas ver o desfecho do longa literalmente em qualquer shopping é uma experiência curiosa. Se você tiver o tempo, e o interesse, vale a pena conferir.

Sim, essa semana tem estreias bem legais e esse não deixa de ser uma também. Esse filme recebe a nota 3 mais próxima do 4 que existe. Câmbio e desligo.