Wolfenstein
“Get psyched!”

Tudo começou em 1992, quando um grupo pequeno de desenvolvedores lançou o game Wolfenstein 3D. Com toda a inocência acabaram por revolucionar a indústria dos games e criaram o pai de todos os shooters. A franquia Wolfenstein, a partir de então, deu a luz a novos games, – tais como: Doom, Hexen e Heretic – e é dela que falaremos hoje, especificamente quanto aos seus últimos dois títulos: Old Blood(2015) e New Order (2014).

Diversas desenvolvedoras e publishers trabalharam na franquia ao longo dos últimos anos. Os mais recentes títulos, desenvolvidos pela Machine Games em conjunto com a Bethesda, deram uma nova vida a série, com Old Blood e New Order.

Ambos os títulos dão sequencia a epopeia homérica de William “B.J” Blazkowicz, uma espécie de soldado/espião que é designado a missões secretas e impossíveis, que visam impedir que os nazistas consigam desenvolver tecnologias ultra secretas e demais outros meios alternativos, como o ocultismo, para ganhar a guerra – tema recorrente de quase todos os jogos de Wolfenstein e baseados em histórias “quase” reais.

Em Old Blood, o ano é 1946. A segunda guerra mundial ainda não terminou e os nazistas continuam avançando e dominando cada vez mais territórios. A tecnologia nazi progride de uma forma jamais vista, envolvendo biomecânica e material bélico ultra-avançado, que desencorajam expectativas de uma vitória por parte das forças aliadas. A missão de B.J. nesse game é descobrir a possível localização do arquiteto de todo esse avanço: o General Deathshead (frequente vilão da franquia). Para tanto, Blazkowicz terá que se infiltrar (de novo) no castelo Wolfenstein e procurar um dossiê que informa a sua localização. A morte do general é última esperança para vencer a guerra.
(Gravamos um gameplay de 20 minutos do game exclusivo para vocês, confira abaixo)

Wolfenstein Old Blood

Tio Beto joga Wolfenstein – GAMEPLAY DE 20 MIN #PS4shareSHAREfactory™https://store.playstation.com/#!/en-us/tid=CUSA00572_00

Publicado por Beto Carnier em Domingo, 26 de fevereiro de 2017

Em New Order, o game inicia exatamente de onde Old Blood termina. B.J. descobre os documentos da localização de um gigantesco castelo operado pelo general Deathshead. O objetivo é entrar no castelo, junto com tropas aliadas, matar centenas de nazistas e se possível eliminar Deathshead. Entretanto, algo de ruim acontece ao avançarem no castelo e o protagonista do game acaba sendo encontrado a deriva no mar perto de um rochedo, tendo sofrido um trauma craniano, ficando em coma estático por quase 14 anos. Ao acordar, descobre que o mundo foi dominado pelos nazistas e ele quer fazer algo a respeito – em seu estilo nada delicado.

Ambos os games são importantes pois conseguiram proporcionar, pela primeira vez, uma interação do protagonista, que antes era estático e mudo, com a história. Tanto Old Blood e New Order, o qual recomendamos serem jogados respectivamente em tal ordem, captaram a essência dos clássicos. Os soldados e oficiais estão ali, mais chatos do que nunca, além dos mutantes e übersoldats, espécies de frankensteins gigantes munidos de miniguns; Itens, chaves e mapas complexos também complementam a essência e estrutura da série, além das temáticas de ocultismo nazista e armas secretas.

O game possui um feeling dieselpunk, que combina tecnologia do entre guerras e um retro-futurismo da década de 50. O roteiro bem adaptado e personagens marcantes proporcionam uma aproximação do gamer com esse universo distópico, digno de um livro de Philip K. Dick.

Vale a pena jogar de novo? Caso você queria experimentar uma série com ótimo roteiro, personagens marcantes e single players excepcionais, sem perder a essência dos clássicos, nós recomendamos não uma, mas duas vezes. Já escolheu qual irá jogar primeiro?

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