Nesta quinta-feira (23) estreia “A Grande Muralha”, um filme cheio de ação, dirigido por Zhang Yimou. Um filme cheio de ação com algumas carinhas familiares. Não só com alguns atores conhecidos, mas efeitos especiais e cenários estilizados e atraentes. Essa resenha NÃO CONTÉM SPOILERS.

Mas afinal, o filme é bom?

O enredo gira em torno de uma lenda onde feras místicas vindas de um lugar desconhecido atacam a grande muralha da China para se espalhar pelo mundo. É então que William (Matt Damon, o Jason Bourne) e Pero Tovar (Pedro Pascal, o Oberyn Martell de Game of Thrones) se deparam com a grande maravilha do mundo enquanto fogem de um grupo de saqueadores.

Para o azar dos protagonistas, eles são capturados pela Ordem Sem Nome – Exército que tem como único objetivo proteger a muralha das feras – logo antes do próximo ataque. Com o objetivo de levar ao mundo a pólvora, William e Tovar entram em conflito já que depois de muito tempo, os mercenários acharam um motivo para lutar, que não fosse ganho próprio.

O longa têm ação do começo ao fim, mas as cenas de combate que acontecem na muralha são muito bem coreografadas. Afinal, para um exército inteiro se movimentar ao longo de uma muralha, é necessária muita coordenação.

Apesar do enredo se desenvolver praticamente todo no mesmo lugar, existe variedade no cenário. Seja a hora do dia, ou o tempo atual, a atmosfera do ambiente muda de acordo.

Os efeitos especiais também não são fracos. As hordas de incontáveis monstruosidades lendárias e cenas de ação a nível de Robin Hood são boas. Neste aspecto, o filme se desempenha bem, e ainda melhor em 3D, já que várias cenas aproveitam desta característica.

Num elenco com atores bem reconhecidos, a atuação deixou a desejar. Tovar têm o maior carisma mas não tem muito tempo de tela. William não aparenta expressar muito seus sentimentos, mesmo em momentos de triunfo ou aborrecimento. A maior parte do elenco, que é oriental fez um trabalho exemplar nesse quesito.

As vestimentas também são um destaque. Coloridas e extremamente detalhadas, mas nunca sem propósito, já que cada cor representa o papel que cada soldado desempenha. Esse aspecto dá ao filme uma dinâmica interessante nas cenas de preparação dos cercos.

A Grande Muralha é um filme bom, que têm efeitos especiais acima de média, para compensar a atuação que poderia ser melhor. A falta de evolução no enredo e dos personagens dá lugar a lutas monumentais bem coreografadas e bonitas.

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